Gabiroba gigante, fruta rara da Mata Atlântica, se destaca ao vencer concurso de sorvete

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Gabiroba gigante: uma fruta rara da Mata Atlântica em destaque no Espírito Santo.

Uma fruta distinta e rara, a gabiroba gigante, tem chamado a atenção internacional, especialmente após ser utilizada em uma versão de sorvete. Essa fruta, que possui um sabor cítrico, é encontrada em algumas regiões da Mata Atlântica, principalmente na Região Serrana do Espírito Santo.

A gabiroba gigante não é comum, pois sua frutificação depende da polinização realizada por abelhas sem ferrão, que são nativas do estado. Especialistas alertam que a fruta está em risco de extinção, com sua frequência diminuindo devido às mudanças climáticas.

Adenilson Panzini, um empresário do setor de rochas, conheceu a gabiroba há 30 anos e decidiu plantar um pé em sua propriedade em Vargem Alta. Atualmente, ele colhe mais de 100 kg da fruta anualmente, armazenando grande parte no freezer e doando para escolas e chefs que utilizam a gabiroba em suas receitas.

A versatilidade da fruta é notável, permitindo a produção de geleias, bolos e até cachaça. Essa diversidade inspirou um projeto voluntário entre Adenilson e o chef Ricardo Silva, que visa promover a utilização de frutos nativos da Mata Atlântica.

O projeto “Experiência Cores e Sabores da Mata Atlântica” tem apresentado a gabiroba em eventos, e foi assim que a mestre sorveteira Gabriela Maretto se apaixonou pela fruta, criando um sorvete que se tornou o favorito do público em uma competição de gelatos.

Curiosidades sobre a gabiroba:

  • 🍋 A fruta é cítrica, com sabor mais marcante e ácido que o limão;
  • ⛑️ Rica em vitamina C, fibras, potássio e cálcio;
  • 🚽 Beneficia a saúde intestinal;
  • ⚖️ Um fruto pode pesar até 400 gramas;
  • 🗓️ A colheita ocorre entre julho e agosto;
  • 🍨 Pode ser utilizada em sorvetes e ceviches;
  • ☁️ Prefere temperaturas amenas;
  • 🌳 É chamada de “gigante” por ser a maior entre as espécies de gabiroba.

Conhecendo a gabiroba

A gabiroba, também conhecida como guabiroba gigante, pertence a uma das principais famílias de plantas comestíveis da Mata Atlântica. Registros dessa espécie são encontrados apenas em Cachoeiro de Itapemirim e Vargem Alta.

Segundo especialistas, a gabiroba é uma espécie rara, que começa a frutificar com apenas três anos de vida. Sua casca é rugosa e descamativa, semelhante a outras espécies como jabuticaba e pitanga. Os frutos podem atingir até 12 cm de diâmetro, superando as espécies próximas que não passam de 8 cm.

Adenilson, ao descobrir a fruta, decidiu cultivá-la e montou um pequeno apiário, essencial para a polinização da gabiroba. Ele aprendeu a cuidar da planta com dedicação, garantindo que seu pé produza frutos quase o ano inteiro, desde que as condições de altitude, umidade e presença de abelhas sejam adequadas.

Durante a colheita, que ocorre entre junho e agosto, Adenilson congela os frutos, destinando-os à produção de mudas e doações. Devido à sua raridade, o preço da gabiroba pode chegar a R$ 100 por quilo.

Com a ajuda de sua esposa e do chef Ricardo, ele elabora diversos pratos, como bombons, mousse e cachaça, utilizando não apenas a gabiroba, mas outros frutos nativos. O chef destaca a importância de valorizar a Mata Atlântica e o potencial econômico que o cultivo da gabiroba pode trazer para os agricultores locais.

Sabores da Mata

Gabriela Maretto, capixaba que faz sorvete há mais de três anos, viu sua paixão pela produção de gelatos ressurgir após um diagnóstico de doença de

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