Michelle Bolsonaro enfrenta desafios na articulação de sua candidatura ao lado de Jair
Jair Bolsonaro completa um mês em prisão domiciliar, enquanto Michelle assume papel central na política.
O ex-presidente Jair Bolsonaro está completando um mês em prisão domiciliar, localizado em uma área nobre de Brasília. Desde sua detenção, ele está sujeito a restrições severas, sendo impedido de receber visitas que não sejam de médicos, advogados e filhos. Essa situação também afeta a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que se encontra em um estado de isolamento social.
Michelle, encarregada dos cuidados de Bolsonaro, teve sua rotina drasticamente alterada. Ela não tem recebido visitas de amigos ou aliados políticos, o que a impede de se encontrar com apoiadores de sua pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. Nomes como a senadora Damares Alves e a deputada Bia Kicis, que poderiam estar ao seu lado, estão fora de seu círculo social atual.
Com a necessidade de se concentrar nos cuidados do marido, Michelle tem se afastado das atividades partidárias presenciais. No entanto, ela encontrou uma forma de se manter ativa politicamente, utilizando redes sociais, especialmente os stories do Instagram, para se comunicar e influenciar o debate interno do partido.
Nos bastidores, a dinâmica entre Michelle e o entorno político de Bolsonaro se intensificou. Sem acesso direto ao ex-presidente, muitos aliados passaram a depender dela para transmitir mensagens e captar sinais importantes. Essa nova configuração, embora tenha fortalecido seu papel, também gerou desconforto entre alguns membros do bolsonarismo.
Entre aqueles que estão mais próximos de Michelle, há uma percepção de que ela representa com precisão as opiniões de Bolsonaro. Devido às limitações que enfrenta, ela se tornou uma voz proeminente do bolsonarismo, com suas manifestações sendo vistas como uma extensão direta do ex-presidente.
Apesar das restrições, Michelle se esforça para manter sua influência nas decisões do PL. Ela defende candidaturas femininas e participa ativamente de disputas internas. No Distrito Federal, reafirmou seu apoio à vice-governadora Celina Leão na corrida pelo governo local, desafiando alguns movimentos dentro de seu próprio partido. Além disso, ela também interferiu nas definições sobre candidaturas ao Senado em São Paulo, vetando o lançamento de Mário Frias.
Enquanto isso, a rotina de Bolsonaro se mantém restrita, com atividades leves em casa e acompanhamento de seu tratamento de saúde. Apesar de apresentar melhora em seu quadro clínico, ele ainda reclama de dores no ombro direito e aguarda autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para realizar uma cirurgia necessária.