Bolsonaristas criticam Tarcísio por desconsiderar Jair durante prisão

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Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, adia visita a Jair Bolsonaro, gerando tensões entre bolsonaristas.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou que visitará o ex-presidente Jair Bolsonaro na próxima semana, após uma série de incidentes que intensificaram as discussões entre apoiadores de Bolsonaro.

Tarcísio reafirmou que não tem interesse em disputar a Presidência em substituição a Flávio Bolsonaro, indicado por Jair para o cargo. Recentemente, ele enfrentou críticas por ter cancelado uma visita programada ao ex-presidente, alegando compromissos em São Paulo, embora sua agenda oficial indicasse apenas “despachos internos”. No mesmo dia, ele promoveu mudanças em seu secretariado, incluindo a Casa Civil.

Aliados de Tarcísio interpretaram a decisão de adiar a visita como uma forma de estabelecer limites em relação aos filhos de Bolsonaro. Um de seus auxiliares mencionou que o governador estava lidando com desgastes em sua relação com Flávio e que havia boatos sobre uma possível candidatura presidencial, que Tarcísio nega, assim como rumores sobre sua saída da política.

Enquanto críticos de Tarcísio se manifestavam nas redes sociais, outros membros do grupo bolsonarista tentaram acalmar a situação. Adolfo Sachsida, ex-secretário de Política Econômica, defendeu Tarcísio como um aliado forte e leal, destacando seu comprometimento com o projeto liderado por Bolsonaro.

A visita ao ex-presidente foi remarcada para a próxima quinta-feira, e Tarcísio expressou nas redes sociais sua gratidão e lealdade a Jair Bolsonaro. Contudo, a decisão de adiar a visita e permanecer no Palácio dos Bandeirantes foi vista por alguns como uma afronta, evidenciando a tensão entre o governador e a família Bolsonaro.

Entre os apoiadores mais radicais, surgiu a percepção de que Tarcísio, contrariamente ao que afirma, estaria buscando uma candidatura à Presidência, evitando um compromisso claro com a campanha de Flávio. Interlocutores de Tarcísio negam essa interpretação, assegurando que o cancelamento da visita não interfere em seus planos de reeleição.

Um aliado próximo revelou que Tarcísio conversou com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, explicando que a mudança na agenda era necessária. Defensores de Flávio interpretaram o adiamento como um sinal de que Tarcísio não se submeteria a pressões e queria evitar constrangimentos durante a visita.

Deputados bolsonaristas foram instruídos a moderar as críticas ao governador, seguindo a orientação de Flávio para promover a união entre os nomes da direita. A disputa interna se intensificou, com divisões entre aqueles que apoiam Flávio como candidato e os que preferem Tarcísio.

Recentemente, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro comentou sobre tentativas de desestabilizar a candidatura de seu irmão, afirmando que a campanha de Flávio está forte e não será derrubada.

Aliados de Tarcísio minimizam a situação, afirmando que o governador busca manter uma posição independente em relação ao bolsonarismo. Eles reconhecem que houve um recado por parte de Tarcísio, mas ressaltam que ele não deseja ser pressionado e busca afirmar sua autonomia como governador.

De acordo com esses aliados, a atitude de Tarcísio foi apropriada e não deverá afetar negativamente sua imagem eleitoral, enquanto o círculo próximo a Flávio acredita que o governador pode perder apoio ao se distanciar do ex-presidente.

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