Alckmin afirma que pesquisa representa instantâneo da realidade e que população fará julgamento no momento adequado

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Alckmin minimiza resultados de pesquisa e confia em avanço de Lula nas eleições

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, comentou sobre as recentes pesquisas de intenção de voto que indicam um avanço do senador Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.

Durante um evento em São Carlos (SP), Alckmin destacou que as pesquisas refletem apenas uma fotografia do momento atual e que, com a proximidade das eleições, a população fará uma comparação mais justa entre os governos. Ele enfatizou que o Brasil já apresentou avanços significativos, como a redução das taxas de desemprego e inflação, além de iniciativas ambientais, como a diminuição do desmatamento.

Alckmin também mencionou a importância da vacinação durante a pandemia de Covid-19 e criticou a postura negacionista que predominou em seu início. Segundo ele, o Brasil, que representa 3% da população mundial, teve um impacto desproporcional nas mortes por Covid, o que reflete a importância de políticas públicas eficazes.

Sobre sua desincompatibilização do ministério para concorrer nas eleições, Alckmin esclareceu que, de acordo com a legislação, é necessário deixar o cargo de ministro, mas não a Vice-Presidência. Ele anunciou que deve se afastar do ministério na próxima semana.

Questionado sobre qual cargo pretende disputar, ele respondeu que a escolha é muitas vezes determinada pelas circunstâncias da vida pública, mencionando que tanto políticos quanto jornalistas vivem com essa ansiedade.

Uma pesquisa recente indicou que Flávio Bolsonaro está numericamente à frente de Lula em uma possível disputa de segundo turno, com 47,6% das intenções de voto contra 46,6% de Lula. A margem de erro da pesquisa é de 1 ponto percentual, o que coloca os dois candidatos em um empate técnico. Outros 5,8% dos entrevistados manifestaram intenção de votar em branco, nulo ou estão indecisos.

Em comparação com a pesquisa anterior, Lula teve uma oscilação positiva de 0,4 ponto percentual, enquanto Flávio Bolsonaro variou positivamente em 1,3 ponto percentual. A pesquisa foi realizada com 5.028 brasileiros entre os dias 18 e 23 de março, apresentando um índice de confiabilidade de 95% e registrada no Tribunal Superior Eleitoral.

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