Alcolumbre menciona recursos para ‘Dark Horse’ em resposta à pressão por impeachment de Moraes

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Alcolumbre responde a cobranças por impeachment de Moraes em meio a polêmicas financeiras.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, abordou indiretamente os repasses feitos por Daniel Vorcaro ao filme “Dark Horse” ao ser pressionado por senadores bolsonaristas que pediam a abertura de um processo de impeachment contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes, seu aliado.

Os pagamentos realizados pelo proprietário do Banco Master para a produção de uma biografia de Jair Bolsonaro foram solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro, que é candidato à presidência da República.

Durante a sessão, Alcolumbre afirmou: “Apenas um comentário, no momento adequado eu vou falar. Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. E agora o culpado sou eu e o ministro Alexandre de Moraes.”

Ele também mencionou que ainda fará um relato completo sobre o assunto, ressaltando a necessidade de voltar à pauta para evitar responder a agressões que vem recebendo como presidente do Senado.

A suspensão do sigilo de um relatório da Polícia Federal, que revelou as conexões de Moraes com Vorcaro, foi uma das razões que intensificaram a pressão por impeachment. Alcolumbre foi cobrado por senadores como Cleitinho e Carlos Viana durante a sessão, que exigiram ações mais decisivas.

Portinho, um dos senadores que pressionaram Alcolumbre, afirmou: “Não fique na sombra! […] Abra esse impeachment de uma vez por todas. Vivemos dias imorais, com revelações imorais, pessoas imorais.”

Embora a pressão aumente, aliados de Alcolumbre acreditam que a possibilidade de ele abrir um processo de impeachment contra Moraes é praticamente nula, devido à sua relação próxima com o ministro.

Alcolumbre e Moraes costumam se encontrar frequentemente, e ambos têm atuado em conjunto para evitar o afastamento do ministro. Desde o início do escândalo, Alcolumbre tem evitado discutir o tema publicamente.

Ao deixar o Senado, ele comentou que a existência de 109 pedidos de impeachment protocolados não é normal e expressou sua preocupação com a quantidade de solicitações dirigidas aos ministros do Supremo.

As investigações da Polícia Federal revelaram que Vorcaro havia consultado Moraes sobre a possibilidade de fugir do país, poucos dias antes de sua prisão. Além disso, o ministro editou um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de sua esposa.

Sem apoio político suficiente para um processo de impeachment, Flávio Bolsonaro sugeriu que Moraes renunciasse ao cargo, enfatizando a gravidade da situação. Ele se mostrou crítico ao afirmar que o ministro não tem condições de continuar no STF.

Flávio também expressou preocupação com a inação do Senado, questionando a falta de defensores da democracia diante das acusações contra Moraes e insinuou que o ministro tem sido um elo entre Lula e Alcolumbre.

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