Globo enfrenta críticas por suposta proteção a Flávio e Mendonça no caso Master
Grupo Globo intensifica cobertura sobre investigações envolvendo banqueiro e desvios no INSS.
Nesta semana, o Grupo Globo decidiu focar seu jornalismo nas investigações que cercam o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master, que é acusado de desviar milhões destinados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da Previdência Social.
Desde o início das apurações, os principais telejornais da emissora têm trazido informações sobre o caso, com jornalistas revelando detalhes sobre supostos envolvidos nos escândalos relacionados a Vorcaro.
Recentemente, o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, removeu o sigilo de parte das investigações, trazendo à tona uma suposta troca de mensagens entre ele e Alexandre de Moraes, outro ministro da Corte. Contudo, ainda não há informações detalhadas sobre a participação do senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A situação gerou grande repercussão na mídia, com colunistas sugerindo que Moraes deveria renunciar ao cargo. Na quarta-feira (2), o site ‘ICL Notícias’ divulgou mensagens e áudios que também implicam Mendonça nas investigações. A TV Globo, por sua vez, optou por exibir apenas uma justificativa do relator, que afirmou ter encontrado Vorcaro, mas que apenas “ouviu ele”.
Nas redes sociais, usuários têm apontado uma suposta ‘proteção’ do jornalismo da emissora em relação ao ministro André Mendonça, que foi indicado por Jair Bolsonaro, e ao candidato à presidência Flávio Bolsonaro. Internautas criticaram o tratamento desigual dado às revelações, com um deles observando que o Jornal Nacional dedicou quase meia hora a criticar Moraes, enquanto o caso de Mendonça foi tratado em apenas dois minutos. Outro usuário destacou que a cobertura parecia um esforço para minimizar as implicações de Mendonça no escândalo.
Além disso, muitos comentaram sobre a tendência de alguns jornalistas da Globo em tentar vincular o escândalo a figuras ligadas à esquerda, como o ex-presidente Lula e o PT. Essa abordagem foi vista como uma tentativa de desviar a atenção das investigações que envolvem aliados do governo anterior, levantando questionamentos sobre a imparcialidade da cobertura.
