Alcolumbre sugere Pacheco para posição no TCU após saída de Bruno Dantas
Senador Rodrigo Pacheco é indicado para o TCU pelo presidente do Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou a indicação do senador Rodrigo Pacheco para o Tribunal de Contas da União (TCU). A vaga foi aberta após a saída antecipada do ministro Bruno Dantas.
Alcolumbre comunicou aos senadores e ao presidente do TCU, Vital do Rêgo, sua intenção de levar o nome de Pacheco à votação no plenário, programada para esta terça-feira. Caso o quórum não seja suficiente, a votação será realizada até quarta-feira.
Para reforçar a legitimidade da escolha, Alcolumbre solicitou que os líderes partidários assinassem a indicação de Pacheco, enfatizando o caráter coletivo da decisão.
O presidente do Senado também contatou Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), para informar que a votação será feita diretamente no plenário, sem a necessidade de sabatina, conforme prevê o regimento interno.
Em 2021, Pacheco optou por realizar sabatinas devido a disputas entre senadores pela vaga, resultando na escolha de Antonio Anastasia. A situação atual, porém, é vista como unânime entre os senadores, que consideram Pacheco a melhor opção para o cargo.
Recentemente, o líder do MDB, Eduardo Braga, declarou que a vaga pertencia ao partido, mas que a bancada abriria mão em favor de Pacheco, demonstrando apoio à sua candidatura.
Otto Alencar elogiou Pacheco, destacando sua atuação como um dos melhores presidentes do Senado, ressaltando sua defesa da democracia e sua postura firme em momentos críticos, como nas eleições de 2022 e após os eventos de 8 de janeiro de 2023.
Embora houvesse pressão para que Pacheco fosse indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Alcolumbre preferiu indicar Jorge Messias para a AGU e sugeriu que Pacheco se candidatasse ao governo de Minas Gerais, o que não ocorreu.
Uma fonte próxima a Pacheco revelou que ele está animado com a possibilidade de assumir o cargo no TCU, preferindo o ambiente dos tribunais à política. Ele também não precisará permanecer no cargo até os 75 anos, idade de aposentadoria compulsória dos ministros do TCU.
A última indicação do Senado para o TCU foi a de Anastasia, considerada uma vitória de Pacheco, pois permitiu que Alexandre Silveira assumisse o mandato, sendo Silveira um nome próximo ao ex-presidente do Senado.
Vital do Rêgo, atual presidente do TCU, também é oriundo do Senado. Se Pacheco for aprovado, ele ocupará a terceira vaga na corte. O senador está em seu final de mandato, e seu primeiro suplente é Renzo Braz.
Bruno Dantas renunciou ao cargo de ministro do TCU para se dedicar a novos projetos na iniciativa privada, embora ainda não tenha revelado detalhes sobre suas futuras atividades.
Interlocutores de Dantas mencionaram negociações com a Avibrás, uma empresa de tecnologia aeroespacial que passou por recuperação judicial e foi adquirida pela J&F.
Dantas expressou que encontrou motivação em novos projetos de interesse nacional e pretende continuar contribuindo para o debate público a partir de uma nova perspectiva.
