Apoio a Sanções dos EUA é Considerado Ato de Guerra pelo Chefe de Segurança do Irã

Compartilhe essa Informação

Porta-aviões dos EUA inicia retorno após longa missão no Oriente Médio.

O porta-aviões dos Estados Unidos, após nove meses de operações no Oriente Médio, está retornando ao seu porto de origem. Esta missão foi marcada por tensões crescentes na região, especialmente em relação ao Irã.

Recentemente, o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, declarou que qualquer apoio internacional às novas sanções econômicas dos EUA será considerado um “ato de guerra”. Em suas declarações, Rezaei enfatizou a gravidade da situação e a disposição do Irã em responder de forma contundente a qualquer agressão.

Em uma entrevista à televisão estatal, Rezaei afirmou que o Irã poderia atacar rotas de transporte de petróleo no Golfo Pérsico como resposta, caso a pressão dos EUA e seus aliados continue. Ele alertou que, se a guerra econômica persistir, o país não permitirá a exportação de petróleo, seja pelo Estreito de Ormuz ou por outros canais.

“Se a guerra econômica continuar, nem uma única gota de petróleo será exportada. O Irã considerará como um ato de guerra a participação ou o apoio de qualquer país à guerra econômica dos Estados Unidos contra o povo iraniano”, afirmou Rezaei.

Rezaei, que recentemente assumiu a liderança do Conselho, é um ex-comandante da Guarda Revolucionária e atualmente atua como assessor militar do líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei.

Presidente iraniano defende acordo com os EUA

O presidente iraniano também se manifestou, defendendo um memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos em junho. Ele acredita que este acordo é essencial para superar a situação de “nem guerra, nem paz” entre as duas nações.

O presidente destacou que a atual instabilidade dificulta a atração de investimentos para o Irã, e reiterou que o acordo não representa uma capitulação por parte do país.

“Não há uma única cláusula neste acordo que represente uma capitulação”, afirmou durante um discurso.

O memorando estabeleceu um prazo de 60 dias para negociações sobre o fim das hostilidades e o programa nuclear iraniano. No entanto, esse prazo expirou recentemente sem que um novo acordo ou prorrogação das negociações fosse alcançada.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *