Atividade industrial no Rio Grande do Sul registra queda de 0,8% em maio, revela pesquisa da Fiergs

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Indústria gaúcha apresenta queda no desempenho em maio, refletindo incertezas econômicas.

O Índice de Desempenho Industrial (IDI) do Rio Grande do Sul registrou uma queda de 0,8% em maio, revertendo parte da recuperação de 1,4% observada em abril. Este dado foi divulgado na última quinta-feira pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Claudio Bier.

Segundo o presidente, apesar da desaceleração do setor ter perdido intensidade, não existem sinais claros de uma recuperação robusta. Ele observou que a atividade industrial se estabilizou em um patamar baixo, mas as incertezas em relação à inflação, altas taxas de juros e um cenário econômico ainda pessimista continuam a limitar uma recuperação mais sólida do setor industrial.

A diminuição do IDI-RS em maio foi impulsionada pela redução de 1,6% nas compras industriais. Em contraste, o faturamento real aumentou 1,1%, e tanto as horas trabalhadas na produção quanto o emprego cresceram 0,2% cada. A massa salarial também teve uma ligeira alta de 0,1%, enquanto a utilização da capacidade instalada (UCI) subiu 0,1 ponto percentual, atingindo 78,7%.

Comparando com maio de 2025, o IDI-RS apresentou um recuo de 6,7%, evidenciando um desempenho negativo em todos os indicadores que compõem o índice. As compras industriais sofreram a maior queda, com uma retração de 11,4%, marcando um retorno a quedas de dois dígitos após dois meses de recuos menos acentuados. O faturamento real também caiu 10,3%, assim como as horas trabalhadas na produção (-8,4%), a massa salarial (-3,9%) e o emprego (-2,5%). A utilização da capacidade instalada diminuiu em 1,2 ponto percentual.

Acumulado do ano

No acumulado de janeiro a maio, o IDI-RS mostra uma queda de 5,3%, marcando oito meses consecutivos de resultados negativos em comparação ao ano anterior. Entre os componentes do índice, as compras industriais registram a maior queda acumulada no período, com uma retração de 13%, seguidas pelas horas trabalhadas na produção (-6,5%) e pelo faturamento real (-6,3%). O emprego e a massa salarial diminuíram 1,4% cada, enquanto a utilização da capacidade instalada caiu 0,7 ponto percentual.

A retração na atividade industrial afetou diversos segmentos, com apenas três dos 16 setores pesquisados apresentando desempenho positivo no acumulado do ano. Os avanços foram observados nas indústrias de Alimentos (5,8%), Móveis (3,3%) e Têxteis (0,5%). Por outro lado, as maiores contribuições para a queda vieram de Máquinas e equipamentos (-12%), Veículos automotores (-9,4%) e Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-14,6%).

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