Aumento de golpes relacionados ao futebol é registrado no Brasil antes da Copa de 2026

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Golpes digitais se intensificam com a proximidade da Copa do Mundo de 2026.

À medida que a Copa do Mundo de 2026 se aproxima, um mercado paralelo de fraudes digitais ganha destaque, explorando a paixão dos torcedores pelo futebol. Criminosos utilizam redes sociais, aplicativos de mensagens e sites de apostas para aplicar golpes, com um levantamento recente indicando que 34% dos brasileiros já foram vítimas de fraudes relacionadas ao esporte nos últimos anos.

Os tipos de golpes mais comuns incluem apostas falsas em sites ilegais, venda de ingressos falsos e comercialização de produtos falsificados. Durante a Copa do Mundo de 2022, 19% da população relatou ter encontrado fraudes desse tipo, e a expectativa é que esse número aumente significativamente com a nova edição do torneio.

Adrianus Warmenhoven, especialista em cibersegurança, alerta que os criminosos se aproveitam do envolvimento emocional dos torcedores. Ele destaca que a urgência e a emoção em torno dos jogos levam as pessoas a agir rapidamente, muitas vezes sem verificar a veracidade das ofertas.

PLATAFORMAS MAIS USADAS

As fraudes estão concentradas em plataformas populares entre os torcedores. O Instagram é o canal mais utilizado para disseminação de golpes, com 51% dos entrevistados mencionando-o, seguido pelo WhatsApp (48%), Facebook (35%) e TikTok (26%).

Além disso, 11% dos brasileiros afirmam ter perdido dinheiro em fraudes esportivas, com prejuízos variando entre R$ 251 a R$ 500. Muitos usuários se tornam alvos repetidos, com 58% relatando ter sido abordados por criminosos várias vezes após uma fraude inicial bem-sucedida.

EMOÇÃO ENVOLVIDA

Os fatores emocionais também desempenham um papel significativo nas fraudes ligadas a apostas ilegais. Entre as vítimas, 36% relataram sentir frustração e empolgação, enquanto 27% mencionaram estresse. As apostas esportivas ilegais são um foco principal para os golpistas, com 53% dos entrevistados que sofreram fraudes relatando golpes envolvendo falsas dicas de apostas.

A combinação da popularização das apostas online, o uso de redes sociais e a proximidade de grandes eventos esportivos tem criado um ambiente propício para ações criminosas em larga escala.

Embora os brasileiros reconheçam os riscos digitais, a adoção de medidas de proteção é baixa. Aproximadamente 95% afirmam utilizar algum recurso de segurança online, mas apenas 40% utilizam autenticação em dois fatores, uma ferramenta eficaz contra invasões. O uso de VPNs para proteger a navegação é ainda menor, com apenas 28% dos usuários adotando essa tecnologia.

Especialistas recomendam que os torcedores comprem ingressos, assistam a transmissões e façam apostas apenas por canais oficiais, além de desconfiar de promoções que criam um senso de urgência ou que prometem lucros fáceis.

METODOLOGIA DA PESQUISA

A pesquisa foi realizada entre 3 e 10 de novembro de 2025, envolvendo 1.000 brasileiros com idades entre 18 e 64 anos. O estudo utilizou cotas de gênero, idade e localização para representar a população de usuários de internet no país.

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