Boulos prevê aprovação do fim da escala 6×1 ainda neste semestre

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Ministro Boulos projeta fim da escala 6×1 para trabalhadores brasileiros ainda em 2023.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, manifestou sua expectativa de que a proposta para o fim da escala 6×1 seja aprovada no Congresso Nacional ainda neste semestre. O governo federal está focado em reduzir a carga de trabalho semanal, visando proporcionar mais tempo livre aos trabalhadores.

Durante uma coletiva de imprensa, Boulos enfatizou a importância dessa mudança, afirmando que os trabalhadores brasileiros merecem mais tempo para descanso e lazer com suas famílias. Ele expressou confiança de que a proposta será discutida e aprovada pelo presidente Lula nos próximos meses.

A declaração foi feita após sua participação em um evento na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, onde foi estabelecido um Grupo de Trabalho Técnico da Maré. Este grupo terá a missão de desenvolver políticas voltadas para a melhoria das condições na comunidade da Maré, localizada na zona norte da cidade.

Boulos reafirmou seu compromisso em trabalhar ao lado do Ministério do Trabalho para implementar essa mudança, revelando que já se reuniu com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e que continuará as discussões nas próximas semanas.

A proposta de emenda constitucional que visa acabar com a escala 6×1 foi apresentada à Câmara dos Deputados em fevereiro do ano passado e já conta com 226 assinaturas de deputados. A deputada Erika Hilton, do PSOL, é a autora e primeira signatária da proposta.

Questionado sobre a possível resistência de grandes empresários à mudança, Boulos destacou que a oposição por parte desse grupo não é uma novidade. Ele ressaltou que, historicamente, empresários tendem a se opor a direitos trabalhistas e criticou a ideia de que a carga de trabalho poderia ser ainda mais severa se dependesse deles.

Recentemente, o Palácio do Planalto já havia eliminado a escala 6×1 para trabalhadores terceirizados que atuam na Presidência, como aqueles responsáveis pela limpeza e serviços gerais. Boulos garantiu que esses trabalhadores agora estão limitados a uma carga de trabalho de no máximo 5×2.

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