Brasil alcança melhor resultado em sete anos em relatório global sobre partículas tóxicas no ar, com apenas quatro países da América do Sul isentos
Brasil avança na qualidade do ar, mas ainda enfrenta desafios significativos
O Brasil apresentou uma melhora na qualidade do ar, ocupando a 93ª posição entre os países mais poluídos do mundo. Este é o melhor índice registrado nos últimos sete anos, com uma redução nas partículas PM2,5 de 16.3 µg/m³ em 2018 para 10 µg/m³ projetados para 2025.
Apesar dessa melhora, o Brasil ainda está acima do limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que é de até 5 µg/m³ por ano. Isso indica que o país continua a enfrentar desafios para alcançar níveis de poluição considerados seguros para a saúde pública.
No contexto sul-americano, a situação é diversa. O Peru se destaca como o país com o pior índice da região, ocupando a 40ª posição, enquanto a Bolívia (123º), o Equador (119º) e a Argentina (115º) apresentam níveis de poluição inferiores aos do Brasil, sendo considerados os melhores indicadores da América do Sul.
A qualidade do ar nas cidades brasileiras também apresenta variações significativas. Os dados em tempo real mostram que algumas áreas enfrentam níveis alarmantes de poluição, refletindo a necessidade de políticas públicas mais eficazes para mitigar essa questão.
A Ásia continua a concentrar os países com os piores índices de poluição do ar. O Paquistão lidera o ranking global, com níveis de poluição mais de 13 vezes acima do limite seguro. Bangladesh e Tajiquistão seguem na lista, evidenciando a gravidade da situação na região.
Além disso, países africanos como Chade e República Democrática do Congo também figuram entre os mais poluídos, com médias superiores a 50 µg/m³. Por outro lado, algumas grandes economias, como Índia e China, têm mostrado progressos na redução da poluição, embora ainda permaneçam entre os países com ar mais contaminado, ocupando a 6ª e 20ª posições, respectivamente.
Apenas 13 países e territórios no mundo conseguem manter a poluição do ar abaixo do nível recomendado pela OMS. Entre eles estão a Polinésia Francesa, Nova Caledônia, Austrália, Nova Zelândia, Islândia, Estônia, Andorra, Argentina, Barbados, Bermudas, Porto Rico, Maldivas e Gabão, com a Polinésia Francesa apresentando o melhor índice global de apenas 1,8 µg/m³.
A poluição do ar é uma das principais ameaças à saúde global, com a exposição prolongada a ambientes poluídos associada a milhões de mortes prematuras anualmente. As partículas PM2,5, em particular, são perigosas, pois podem penetrar na corrente sanguínea e causar doenças respiratórias, problemas cardíacos e aumentar o risco de câncer.
