Brasil é o terceiro país das Américas mais afetado por atividades cibernéticas, revela Microsoft
Brasil é o terceiro país nas Américas mais afetado por ataques cibernéticos em 2026.
O Brasil ocupa a terceira posição nas Américas em relação ao impacto de atividades cibernéticas sobre seus clientes no primeiro semestre de 2026, conforme dados recentes. O levantamento é parte do Microsoft Digital Defense Report 2026, divulgado pela Microsoft.
O relatório revela que os ataques cibernéticos estão se tornando cada vez mais interconectados, afetando identidades, aplicações, ambientes de nuvem, fornecedores e infraestrutura crítica. Nesse contexto, a capacidade de resposta e recuperação após incidentes é considerada tão importante quanto as medidas de prevenção adotadas.
Um dos principais indicadores dessa evolução é o aumento do phishing, que representou 23% das invasões registradas em 2026, um crescimento significativo em relação aos 7% do ano anterior. A identidade continua sendo um vetor crítico, com mais de 52% das invasões envolvendo contas comprometidas resultando em roubo adicional de credenciais.
A velocidade dos ataques também é um fator preocupante. O relatório destaca que o tempo entre a descoberta de uma vulnerabilidade e sua exploração pode ser inferior a 24 horas, o que limita a janela de ação para as equipes de segurança identificarem e corrigirem falhas.
IA acelera ataques e defesa
A inteligência artificial (IA) surge como um elemento transformador no campo da cibersegurança. A tecnologia está sendo utilizada tanto por atacantes quanto por equipes de defesa para otimizar operações, automatizar processos e reduzir o tempo necessário para a tomada de decisões.
O relatório identifica três tendências principais no atual cenário de ameaças: uma conexão crescente entre diferentes vetores de ataque, a utilização crescente de IA nas operações cibernéticas e a continuidade das identidades como alvos prioritários.
Diante desse panorama, recomenda-se que as organizações reforcem a proteção de identidades críticas, desenvolvam planos de resposta antes da ocorrência de incidentes e ampliem suas capacidades de recuperação. Para os governos, é fundamental considerar a propagação de incidentes entre organizações e setores, fortalecer a colaboração entre os setores público e privado e realizar testes regulares dos mecanismos de resposta e recuperação.