Brasil enfrenta dificuldades na aprendizagem, aponta Todos pela Educação

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Evento revela preocupantes dados sobre aprendizado no Brasil.

Dados do SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica) apresentados no evento Todos pela Educação destacam a baixa performance de estudantes e a falta de progresso significativo na última década.

De acordo com informações divulgadas, 59% dos alunos do 3º ano do ensino médio não atingem o nível básico de aprendizagem em disciplinas fundamentais como língua portuguesa e matemática. Esse dado alarmante foi revelado durante a cerimônia realizada na quarta-feira, 14 de abril de 2026.

Na abertura do evento, o diretor de políticas públicas da organização enfatizou que o Brasil ainda enfrenta um grande desafio em sua educação básica, especialmente em relação à aprendizagem. Ele destacou que, nos últimos dez anos, não houve avanços significativos nesse aspecto.

O diretor também observou que, ao analisar a última década, é possível perceber que não se tratou de um período de grandes progressos na educação básica, mas também não pode ser considerado uma década perdida. Em 2023, 59% dos alunos que completaram o Ensino Médio estavam abaixo do padrão básico em Língua Portuguesa ou Matemática, um índice semelhante ao de 2013, que era de 64%.

Antes da pandemia, o ritmo de aprendizado já apresentava uma desaceleração, com 52% dos alunos em 2019. O diretor ressaltou que, embora a pandemia tenha impactado a educação, a tendência de perda de ritmo já era evidente anteriormente. Em 2021, o percentual de alunos abaixo do nível básico foi de 57%.

O Encontro Anual 2026, promovido pela organização, contou com a participação de líderes políticos, especialistas e representantes da sociedade civil, com o objetivo de discutir propostas para as políticas públicas de educação entre 2027 e 2030.

Durante o evento, foi lançada a iniciativa “Educação Já nas Eleições de 2026”, acompanhada do documento “Dois Movimentos, Uma Só Agenda”, que apresenta diretrizes para a modernização da educação no Brasil.

Por conta da sanção do PNE (Plano Nacional de Educação), algumas autoridades participaram remotamente, incluindo a secretária de Educação Básica do MEC e a secretária de Educação Continuada, além de representantes do Congresso. Os demais convidados estiveram presentes fisicamente.

Fundada em 2006, a organização é sustentada por doações de indivíduos e instituições e declara não ter vínculos partidários.

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