Instituto Cultural Banrisul destaca a importância da cultura no Rio Grande do Sul
Governador Eduardo Leite destaca a cultura como prioridade em nova política pública.
O lançamento do Instituto Banrisul Cultural em Porto Alegre, nesta quarta-feira (15), representa um marco na estratégia de reconstrução e desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Este evento não apenas introduz uma nova estrutura de fomento, mas também reflete uma decisão governamental clara em priorizar a cultura.
Com um investimento inicial de R$ 27 milhões e a meta de impactar mais de 1 milhão de pessoas no primeiro ano, a proposta se diferencia ao não se limitar ao financiamento de projetos. O foco está em estruturar, executar e articular políticas culturais em larga escala, evidenciando uma mudança significativa na abordagem do governo.
Dados recentes revelam um crescimento notável no setor cultural. Em 2025, o número de projetos aprovados pela Lei de Incentivo à Cultura aumentou em 67%. Nos últimos anos, os investimentos públicos na área ultrapassaram R$ 700 milhões, indicando não apenas uma expansão orçamentária, mas também um reposicionamento institucional da cultura.
Segundo o governador, a cultura desempenha um papel fundamental na sociedade, promovendo inclusão, gerando oportunidades e movimentando a economia. Ao associar a cultura ao desenvolvimento social e à prevenção, fica evidente a intenção de elevar o setor a uma função operacional nas políticas públicas.
Essa nova concepção trata a cultura como parte essencial do desenvolvimento econômico, capaz de ativar cadeias produtivas, ampliar oportunidades e fortalecer laços comunitários, especialmente em regiões onde o acesso cultural é escasso.
Com a criação do instituto, o Banrisul muda seu papel de financiador para executor de políticas culturais. O presidente da instituição destacou que a mudança permitirá o desenvolvimento de projetos próprios, aumentando a capacidade de intervenção e foco nos resultados.
A estratégia do instituto será baseada na utilização de estruturas já existentes, como escolas e bibliotecas, com o intuito de fazer da cultura uma presença constante na vida das pessoas, ao invés de um evento esporádico.
Entre as iniciativas previstas estão programas de formação artística, circulação cultural e ações voltadas a públicos específicos, como jovens e comunidades em vulnerabilidade. O objetivo é levar a cultura além dos circuitos tradicionais e ampliar o acesso à mesma.
Essa abordagem se soma a outros investimentos recentes, como a destinação de R$ 30,93 milhões para projetos em 347 municípios, buscando uma política cultural integrada que conecte cultura, educação e desenvolvimento social.
Apesar dos avanços, o histórico cultural do Estado revela desafios persistentes, especialmente na distribuição de recursos. O Instituto Banrisul Cultural é parte de um esforço contínuo para reorganizar a política cultural, priorizando a presença e o alcance das iniciativas.
Mais do que apenas aumentar os investimentos, o que se busca é estabelecer um modelo contínuo que minimize a fragmentação e ofereça estabilidade a um setor que historicamente enfrenta descontinuidades.
Ao centralizar a cultura na agenda de reconstrução, o Estado não apenas redefine suas prioridades, mas também a compreensão do desenvolvimento e o papel central que a cultura passa a desempenhar nesse contexto.