Brasil rejeita apoio ao texto do G7 sobre minerais críticos, informa portal
Brasil se opõe a proposta do G7 sobre minerais críticos e terras raras.
O Brasil anunciou que não irá apoiar o texto em discussão entre os países do G7 sobre a exploração e desenvolvimento de minerais críticos e terras raras. Essa decisão reflete uma análise cuidadosa das implicações que a proposta pode ter para a economia e a indústria nacional.
A proposta em questão sugere a criação de mecanismos de cooperação para assegurar o acesso a insumos estratégicos, que são considerados essenciais para a transição energética, a indústria de tecnologia e a produção de equipamentos militares. Contudo, o governo brasileiro acredita que o texto não atende aos interesses prioritários do país.
Uma das principais preocupações é que a proposta possa reforçar uma divisão internacional que relegue o Brasil a um papel de mero exportador de matérias-primas. Isso contrasta com os objetivos do governo, que busca promover avanços na industrialização e na agregação de valor aos produtos brasileiros.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem a intenção de estabelecer parcerias com todos os países interessados, sem a imposição de reservas de mercado. Essas colaborações devem incluir investimentos no desenvolvimento da cadeia produtiva do setor dentro do Brasil, visando fortalecer a economia local.
Como o Brasil não faz parte do G7, não participa da elaboração do documento e não tem a possibilidade de sugerir alterações. Apesar disso, a expectativa é que o país não formalize o apoio ao texto proposto.

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Outros compromissos de Lula
Durante a cúpula do G7, que acontece em Évian-les-Bains, França, o presidente Lula terá dois encontros bilaterais focados em comércio. Um desses encontros será com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, onde se espera que os dois países anunciem o início de negociações para um acordo de livre comércio entre Japão e Mercosul.
Além disso, Lula se reunirá com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa. O encontro abordará, entre outros assuntos, as recentes restrições impostas pela União Europeia à importação de carne bovina, que estão relacionadas a exigências sanitárias.
Ainda nesta terça-feira, o presidente fará seu primeiro discurso diante dos líderes do G7, em uma sessão dedicada ao financiamento para o desenvolvimento de países mais pobres. Durante sua intervenção, Lula deverá criticar a recente redução da ajuda internacional destinada a países do Sul Global e defender um compromisso maior das nações ricas com o financiamento ao desenvolvimento.
Ele também deve destacar a contradição entre os bilhões de dólares gastos anualmente com armamentos e a falta de recursos para enfrentar problemas urgentes, como a fome, que continuam sem a devida atenção e financiamento.
