BTG/Nexus aponta Lula na liderança do 1º turno e empate com Flávio Bolsonaro no 2º turno
Pesquisa aponta Lula com 40% e Flávio Bolsonaro com 35% das intenções de voto.
Uma nova pesquisa divulgada nesta segunda-feira (10) revela que o presidente Lula (PT) lidera com 40% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) segue de perto com 35%. Este cenário mostra uma pequena oscilação em relação à semana anterior, onde a diferença entre os candidatos era de 4 pontos percentuais.
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), aparece com 5% das intenções, seguido por Renan Santos (Missão) com 4% e Romeu Zema (Novo) com 3%. Samara Martins (UP) tem 2%, enquanto Augusto Cury (Avante) marca 1%. Os votos brancos e nulos somam 5%, com 3% dos entrevistados sem opinião definida.
Foram entrevistados 2.001 eleitores com 16 anos ou mais, de diversas regiões do país, entre os dias 7 e 9 de agosto. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, com um intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral.
No cenário do segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados, com 47% e 44% das intenções de voto, respectivamente. Essa situação se mantém estável em comparação à última pesquisa, onde os números eram 46% e 45%.
A pesquisa foi divulgada em meio a um escândalo envolvendo Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, que recebeu R$ 249 mil de uma empresária sob investigação. Ribeiro, que recentemente deixou seu cargo para coordenar a campanha de reeleição de Lula, se tornou alvo de inquéritos da Polícia Federal, que estão sendo utilizados pela oposição para questionar a integridade do presidente.
Lula solicitou explicações a Ribeiro sobre os valores recebidos, enfatizando a importância de transparência. Durante uma reunião com líderes de partidos aliados, o presidente defendeu que a investigação é válida, mas ressaltou que muitas pessoas recorrem a empréstimos ao longo da vida, e que a direita frequentemente utiliza acusações infundadas contra a esquerda.
Esta é a primeira pesquisa após a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice de Flávio Bolsonaro, uma decisão que gerou descontentamento por não incluir uma mulher na chapa. A escolha reflete o isolamento do senador, que não conseguiu formar alianças significativas com outros partidos.
A nomeação de Gaspar é uma estratégia para explorar o caso Lulinha, já que ele foi relator da CPI do INSS, que investiga supostas irregularidades envolvendo Fábio Luís, filho de Lula. No entanto, Gaspar também enfrenta sérios problemas legais, incluindo um pedido de investigação por suspeitas de estupro de vulnerável.
Para que Gaspar seja formalmente investigado, é necessário que o relator do caso no Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes, autorize a abertura do inquérito. O deputado nega as acusações, alegando serem parte de uma perseguição política, e afirma ter se submetido a um exame de DNA para provar sua inocência.
Além disso, Gaspar já é alvo de uma investigação por desvio de emendas parlamentares, com indícios de irregularidades na destinação de verbas, o que pode complicar ainda mais sua situação.
A avaliação do governo Lula também foi abordada na pesquisa. Para 44% dos entrevistados, a gestão é considerada negativa, enquanto 34% a veem de forma positiva. A avaliação se manteve estável em relação à semana anterior.
O cenário político continua em movimento, com debates acalorados e trocas de acusações, refletindo a tensão que antecede as eleições e a expectativa em torno dos próximos passos dos candidatos.
