Coordenador da campanha de Flávio critica encontro entre Lula e Alcolumbre na residência de Moraes

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Marinho critica acordos políticos discutidos em residência de ministro do STF

O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, expressou sua preocupação com a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, realizada na casa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante o encontro, mediado por Moraes, Lula e Alcolumbre discutiram questões políticas que envolvem a relação do governo com o Congresso, especialmente em um contexto eleitoral. Marinho, em nota divulgada nas redes sociais, afirmou que a articulação política entre os Poderes é uma parte fundamental da democracia, mas considerou inadequado que tais acordos sejam feitos na residência de um ministro do STF.

O senador enfatizou que “quando acordos políticos passam a ser costurados na sala de jantar de ministros do STF, ultrapassa-se uma linha perigosa”. Ele questionou o papel de Moraes na mediação, afirmando que um ministro do Supremo não deve atuar como articulador partidário ou fiador de acordos políticos.

Marinho também levantou preocupações sobre a imparcialidade e a separação dos Poderes, afirmando que a participação de magistrados em articulações políticas pode gerar desconfiança. “Quando magistrados envolvidos em inquéritos de enorme impacto político e eleitoral participam dessas articulações, a imparcialidade e a separação dos Poderes ficam sob suspeita”, destacou.

O jantar, ocorrido na última terça-feira, também contou com a presença do ministro Cristiano Zanin. Durante a reunião, Lula expressou sua insatisfação com Alcolumbre em relação à rejeição da indicação de Jorge Messias para o STF, atribuindo ao senador parte da responsabilidade pela derrota do governo.

Alcolumbre, por sua vez, manifestou seu descontentamento com a relação com o governo, mencionando que estava cansado de atuar como um intermediário para conseguir votos para a base aliada no Senado.

Os dois líderes também abordaram a necessidade de estabelecer uma nova aliança com partidos do Centrão, considerando a composição do Congresso após as eleições de outubro. A sucessão das presidências da Câmara e do Senado em 2027 foi um dos pontos discutidos, com Lula indicando apoio à recondução de Hugo Motta à presidência da Câmara e a intenção de apoiar Alcolumbre na permanência no Senado, caso o petista seja reeleito.

Ao final do encontro, Lula e Alcolumbre agendaram uma nova reunião para a próxima semana, quando o Congresso retomaria suas atividades, para discutir votações de interesse do governo.

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