Buhr apresenta nova sonoridade com o lançamento de Feixe de Fogo após Desmanche

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Buhr apresenta novo álbum com sonoridade inovadora e reflexões pessoais.

O álbum Feixe de Fogo, lançado recentemente, marca uma nova fase na carreira de Buhr, que já havia se destacado com o trabalho anterior, Desmanche. A artista, conhecida por sua forte presença política e musical, agora explora novas sonoridades e texturas.

Em sua nova produção, Buhr optou por uma abordagem diferente. “Sempre faço voz e percussão. Em Desmanche, resolvi trazer isso mais para frente. Foi um disco mais percussivo, e agora deu vontade de ir para o outro lado”, comentou a artista. O novo álbum é caracterizado por uma rica combinação de sintetizadores e guitarras, onde a percussão, embora presente, é integrada de maneira mais sutil.

Para este projeto, Buhr convidou Rami Freitas como coprodutor, destacando a importância de sua colaboração na busca por timbres inovadores e na utilização de sintetizadores. Essa parceria foi fundamental para a construção da nova sonoridade do álbum.

Além disso, Buhr reuniu um time de renomados instrumentistas para enriquecer o trabalho. Entre os convidados estão o maestro Ubiratan Marques, que contribuiu com sintetizadores e arranjos de metais e violoncelo, e guitarristas como Arto Lindsay, Fernando Catatau e Edgard Scandurra, além do baixista Dadi.

O álbum conta também com participações vocais de artistas como Moon Kenzo, Josyara, Negadeza e Russo Passapusso. Com um total de 11 faixas, Buhr reafirma sua independência artística, apresentando um conjunto diversificado de músicas que, segundo ela, têm uma grande variedade entre si. “Tem muita música diferente uma da outra. Para mim, está tudo misturado”, explica.

Cada música parece ter uma história, mas elas se vinculam em um movimento de liberdade de criação.

Buhr, que se estabeleceu na cena musical ao cantar e tocar percussão em grupos de maracatu no Recife, traz essa rica tradição cultural para sua nova obra. Nascida em Salvador, a artista se mudou para a capital pernambucana ainda na infância, e essa vivência moldou sua identidade musical.

Em Feixe de Fogo, a percussão é apresentada de forma mais orgânica, refletindo uma mudança que torna o disco menos feroz e mais introspectivo. Essa transição representa um novo capítulo na trajetória de Buhr, que continua a explorar e expandir seus limites criativos.

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