BYD apresenta na França o modelo híbrido plug-in mais acessível do mercado
BYD Dolphin G DM-i chega à França com preços competitivos e tecnologia avançada.
A BYD, primeira montadora chinesa, está em rápida expansão na França, lançando novos modelos em um ritmo acelerado. O mais recente, o Dolphin G DM-i, destaca-se pelo preço acessível, atraindo a atenção dos consumidores.
Este sedã de cinco portas é comercializado a partir de 23.990 euros (R$ 142 mil) no mercado francês, com opções de financiamento a partir de 249 euros (R$ 1.500) mensais e uma entrada inicial de 1.400 euros (R$ 8,3 mil). Este valor é extremamente competitivo para um híbrido plug-in.
BYD Dolphin G DM-i: um grande urbano ou um compacto pequeno?
O nome Dolphin pode gerar confusão entre os consumidores, pois a BYD já oferece na Europa outros modelos com nomes semelhantes. O novo Dolphin G DM-i, com 4,16 m de comprimento, posiciona-se entre a cidade elétrica Dolphin Surf de 3,99 m e o compacto Dolphin de 4,30 m.
A fabricante classifica o modelo no segmento B, o mesmo de veículos como o Renault Clio e o Peugeot 208. Essa estratégia ajuda a evitar comparações diretas, uma vez que a tecnologia híbrida plug-in é rara nesse segmento.
A distância entre-eixos de 2,61 m também se alinha entre as duas categorias. O preço de 23.990 euros (R$ 142 mil) na versão de entrada é competitivo, especialmente quando comparado a modelos urbanos com sistemas híbridos menos avançados. Por exemplo, o Renault Clio E-Tech full hybrid parte de um valor similar.
O Peugeot 208, com um sistema híbrido leve, tem preço inicial de 24.200 euros (R$ 144 mil) na versão de 110 cv, embora frequentemente receba descontos.
Duas opções de bateria bem diferentes
Apesar do preço atrativo, a versão de entrada do Dolphin G DM-i conta com uma bateria de 7,42 kWh, oferecendo uma autonomia elétrica de 40 km no ciclo WLTP. Isso é significativamente mais do que um híbrido convencional, mas o peso adicional pode impactar o consumo quando a bateria se esgota.
A potência combinada é de 175 cv, inferior à do MG3 Hybrid+, que apresenta 195 cv. As versões superiores, a partir de 26.990 euros (R$ 160 mil), mantêm o motor elétrico de 163 cv, elevando a potência total para 212 cv, permitindo maior autonomia em modo elétrico.
Essas versões superiores oferecem uma bateria de 18,3 kWh, possibilitando uma autonomia de até 105 km sem acionar o motor a combustão. As emissões de CO₂ são reduzidas para 32 g/km, embora a autonomia total aumente apenas para 1.040 km.
A versão de entrada apresenta uma potência de recarga em corrente alternada de 3,3 kW, permitindo recargas rápidas de 15% a 100% em menos de três horas. As versões superiores, por sua vez, podem se conectar a carregadores rápidos, completando de 10% a 80% em aproximadamente 26 minutos.
Além disso, as versões superiores contam com carregador em corrente alternada de 6,6 kW e a função Vehicle-to-Load (V2L), permitindo alimentar dispositivos externos com a energia do veículo.
Muitos pontos positivos no papel
Independentemente da versão escolhida, o Dolphin G DM-i não gera risco de multa ecológica relacionada ao CO₂, mantendo seu peso abaixo de 1.560 kg. O porta-malas oferece um volume de 425 dm³, comparável ao da Renault Mégane E-Tech elétrica, mesmo com a bateria sob o assoalho.
O Dolphin G DM-i apresenta argumentos sólidos para atrair clientes, especialmente com a garantia de até 6 anos ou 150.000 km para o veículo e até 8 anos ou 250.000 km para a bateria. No entanto, a incerteza sobre o valor de revenda pode levar alguns consumidores a optar por leasing de longo prazo.
A marca está ansiosa para testar essa novidade, e os interessados já podem fazer pedidos, com entregas previstas para o início do outono.
