Caiado afirma que pessoas contaminadas por Vorcaro não podem assumir a presidência
Ronaldo Caiado critica influência de banqueiro em meio a polêmica política
BRASÍLIA, DF – O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, fez declarações contundentes sobre a influência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro durante a Marcha dos Prefeitos, destacando a necessidade de integridade para ocupar a presidência.
Caiado afirmou que “a pessoa que está contaminada não tem estatura para sentar na cadeira da presidência da República”, referindo-se à suposta corrupção que permeia a política atual. Ele destacou que Vorcaro estaria “contaminando todos os poderes”, o que, segundo ele, contribui para a desordem institucional que o país enfrenta.
Recentemente, um áudio revelado trouxe à tona a conversa entre o senador Flávio Bolsonaro e Vorcaro, na qual se discutia um financiamento de R$ 134 milhões para o filme Dark Horse, que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio admitiu ter negociado com o banqueiro, mas defendeu que se tratava de um investimento privado, sem promessas de contrapartida.
O senador também confirmou um encontro com Vorcaro em 2025, quando o banqueiro já estava sob prisão domiciliar, para encerrar a relação entre os dois. Caiado, em coletiva posterior, negou que suas declarações fossem uma alusão ao senador, enfatizando que cada um deve se explicar sobre as acusações que enfrenta.
Ele ressaltou que a integridade é um pré-requisito para a presidência, afirmando que a falta de exemplos corretos perpetuaria a situação atual do Brasil. O ex-governador também se absteve de comentar sobre a proposta de fim da escala 6×1, que está sendo debatida no Congresso, mas indicou que há um consenso crescente em torno da sua aprovação.
Caiado sugeriu um modelo de negociação entre trabalhadores e patrões sobre a carga horária, defendendo que cada cidadão deve ter a liberdade de decidir quantas horas deseja trabalhar. Ele se alinhou a Flávio Bolsonaro, que também defendeu a negociação direta entre trabalhadores e empresários, considerando a remuneração por hora uma forma de aumentar a liberdade e a renda.
Durante a Marcha dos Prefeitos, Caiado fez um discurso de 42 minutos, apesar do tempo estipulado de cinco minutos. A plateia, em apoio, pediu que o político continuasse sua fala, que acabou se transformando em uma extensa apresentação sobre temas como segurança, saúde pública e infraestrutura.
Ao final de sua fala, o presidente da CNM, Paulo Roberto Ziulkoski, comentou sobre a extensão do discurso, ressaltando que o tempo regulamentar havia sido excedido. A participação de Caiado na marcha ilustra a crescente tensão e as discussões em torno da política nacional, especialmente em um ano eleitoral.
