Casal é condenado à prisão pela morte da filha logo após o parto em júri popular no Vale do Taquari

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Casal é condenado por morte de recém-nascida em Sério

Um casal do município de Sério, no Vale do Taquari, foi condenado a penas superiores a 28 e 32 anos de prisão em regime fechado pela morte da própria filha recém-nascida. A maior pena foi imposta ao pai da criança. O crime ocorreu na residência da família, entre a noite de 12 de setembro de 2024 e a madrugada seguinte.

Segundo a acusação do Ministério Público, o casal planejou interromper a gestação desde o início. Incapazes de realizar um aborto clandestino, decidiram ocultar a gravidez e eliminar o bebê logo após o parto. Após o crime, o corpo da criança foi escondido na casa e posteriormente descartado em uma área de mata próxima a um lixão, após uma tentativa mal-sucedida de incineração.

Os réus foram presos preventivamente em janeiro do ano passado, após um pedido da Promotoria. Laudos periciais confirmaram que a criança nasceu viva, mas foi vítima de esgorjamento, uma lesão causada por um corte profundo com uma faca de cozinha encontrada no banheiro da casa. Também foi verificado que a mãe não apresentava sintomas de depressão pós-parto durante a participação no crime.

A condenação considerou agravantes como motivo torpe, uso de meio cruel e a condição de ascendentes da vítima. A ocultação do cadáver também pesou contra o casal. No entanto, os jurados reconheceram como atenuante as idades de ambos, que tinham apenas 19 anos, e a confissão do pai sobre o local onde o corpo foi descartado.

Em outro caso, cinco homens foram condenados na Serra Gaúcha pela execução de um casal e de uma criança em Caxias do Sul. As penas variaram entre 58 e 90 anos, todas em regime fechado e com execução imediata. O crime ocorreu em 16 de junho de 2022, quando as vítimas foram abordadas em seu veículo no bairro Esplanada e foram alvos de pelo menos 30 tiros disparados por três homens a mando de outros dois. As vítimas fatais foram Juliana dos Santos da Silva, 33 anos, Antônio Joacir Tomaz Gonçalves, 48, e a filha Vitória Lohana da Silva Gonçalves, de 9 anos.

A investigação revelou que o ataque foi planejado e motivado por disputas entre grupos familiares, que já resultaram em outros homicídios na região.

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