China anuncia a compra de 200 aviões da Boeing

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China fecha acordo de compra de 200 aviões da Boeing, marcando retorno da fabricante ao mercado chinês.

O Ministério do Comércio da China anunciou, nesta quarta-feira, que o país formalizou a compra de 200 aviões da Boeing. Este é o primeiro contrato da fabricante norte-americana com o mercado chinês desde 2017, evidenciando um novo capítulo nas relações comerciais entre as duas nações.

A negociação foi impulsionada durante a recente visita do presidente dos Estados Unidos a Pequim. Durante uma entrevista na capital chinesa, Trump revelou o acordo, que inicialmente não foi confirmado pelas autoridades chinesas. Contudo, o ministério agora afirma que o pacto está consolidado e inclui garantias significativas do lado americano, assegurando o fornecimento de motores e peças de aeronaves.

O ministério destacou que a aviação é um setor crucial para fortalecer a cooperação entre os dois países, ressaltando os benefícios mútuos que podem advir dessa parceria.

A volta da Boeing ao mercado chinês era um dos principais objetivos da agenda comercial de Trump durante sua visita. Apesar de o presidente ter afirmado ter realizado grandes negócios, a encomenda da Boeing foi a única a ser divulgada publicamente, marcando um avanço significativo para a empresa, que enfrentava forte concorrência da Airbus nos últimos anos.

No entanto, o número de 200 aeronaves ficou abaixo das expectativas iniciais, que apontavam para um possível acordo envolvendo até 600 aviões. Essa diminuição nas expectativas levou a uma queda nas ações da Boeing após o anúncio.

NEGOCIAÇÃO POR TERRAS-RARAS

Além do acordo aeronáutico, o Ministério do Comércio da China também se pronunciou sobre as negociações em andamento para um novo acordo referente à venda de terras-raras, um dos pontos centrais da visita de Trump.

O governo chinês informou que as equipes econômicas dos dois países estão em constante comunicação sobre o assunto, embora ainda não tenham chegado a um consenso. As partes estão analisando as preocupações legítimas de cada lado, buscando uma solução que atenda aos interesses de ambos.

A China manifestou sua disposição em colaborar com os Estados Unidos para promover a cooperação entre as empresas de ambos os países, visando garantir a segurança e a estabilidade das cadeias de suprimentos globais.

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