China considera aumentar tarifa sobre carne brasileira para 67%, afirma Flávio

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Flávio Bolsonaro critica falhas do governo Lula em negociações comerciais com a China e a União Europeia.

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, expressou sua preocupação em relação à gestão do governo Lula nas negociações comerciais, especificamente no que diz respeito à carne bovina exportada para a China.

Em declarações feitas na última sexta-feira, ele destacou que o Brasil está prestes a atingir a cota anual de 1,1 milhão de toneladas imposta pelo governo chinês para 2026. Dentro desse limite, a carne bovina é tributada em 12%, mas, ao ultrapassar essa cota, a taxa sobe para 55%, resultando em uma carga tributária total de 67% sobre o excedente.

Bolsonaro atribuiu o risco de uma sobretaxa ao descaso do governo brasileiro em renegociar as condições estabelecidas pela China. Ele questionou se o presidente Lula também iria responsabilizá-lo pelas tarifas aplicadas pelo país asiático e mencionou que a Europa excluiu o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne para o continente.

Além disso, o senador criticou a condução das negociações com a União Europeia, afirmando que o Brasil não apresentou as garantias necessárias dentro do prazo estipulado, relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal. Essa falha resultou na exclusão do Brasil da lista de exportadores autorizados de produtos de origem animal para consumo humano.

Essas questões levantadas por Flávio Bolsonaro podem ter um impacto significativo no agronegócio brasileiro, comprometendo a competitividade das exportações do setor e a segurança alimentar nacional.

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