Chuvas atípicas elevam preços do etanol em São Paulo, mesmo com estoque robusto, aponta análise da USP

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Chuvas atípicas impulsionam preços do etanol e açúcar em São Paulo

O clima atípico, marcado por um volume de chuvas superior ao esperado desde o final de agosto, impactou diretamente os preços do etanol no mercado paulista, mesmo com estoques e safra abundantes.

Segundo análises, essa situação climática contribuiu para a valorização dos etanóis anidro e hidratado, conforme destacado por especialistas em economia agrícola. O litro do etanol hidratado alcançou R$ 2,40 na primeira semana de setembro, refletindo uma tendência de alta.

Além disso, o preço do açúcar cristal também tem apresentado elevações no estado, sustentado pela oferta restrita do produto. A demanda por açúcar e etanol tem se mantido aquecida, especialmente em períodos de feriados, como o Dia da Independência, que ocorreu em 7 de setembro.

Os dados mais recentes indicam que o litro do etanol hidratado encerrou a semana de 31 de agosto a 4 de setembro cotado a R$ 2,3991, representando um aumento de 3,79% em relação ao período anterior. Em dólar, o preço alcançou US$ 0,4672 por litro.

Os preços médios dos etanóis em agosto mostraram a primeira elevação da temporada 2026/27, com o etanol hidratado registrando uma média de R$ 2,2020 por litro, um aumento de 3,11% em comparação a julho.

O etanol anidro também apresentou alta, com um preço médio de R$ 2,4750 em agosto, refletindo um aumento de 1,59%. As chuvas previstas para setembro na região Centro-Sul podem gerar paralisações nas atividades industriais, o que também influencia a valorização do açúcar no mercado externo.

Os dados do Cepea/Esalq mostram que o preço do açúcar cristal branco no mercado paulista subiu de R$ 93,02 a saca de 50 kg na primeira semana de agosto para R$ 108,53 no final do mês, evidenciando a pressão da oferta restrita e a postura firme das usinas.

Os preços do açúcar demerara no mercado internacional permanecem elevados, impulsionados por previsões de déficit na produção mundial. Esse cenário reforça a tendência de alta nos preços do açúcar no Brasil, à medida que a demanda continua forte e a oferta se mostra limitada.

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