Cidade alemã sofre derretimento de asfalto devido ao calor extremo que atinge a Europa
Onda de calor causa interrupção no transporte público em Leipzig, Alemanha.
A onda de calor que atinge a Europa trouxe consequências severas para Leipzig, no leste da Alemanha. As temperaturas extremas, que se aproximaram dos 40°C, resultaram no derretimento do material usado para vedar os trilhos de bondes, levando à suspensão total da circulação na rede de transporte público.
Esse fenômeno ocorreu em um momento em que os termômetros registraram valores incomuns para a região, comprometendo a infraestrutura ferroviária. As altas temperaturas afetaram diretamente o betume, material essencial para a vedação entre os trilhos e o asfalto, que perdeu sua rigidez e se transformou em uma massa líquida.
O betume, que normalmente impede a entrada de água e detritos, se espalhou pelos trilhos e também atingiu áreas de estacionamento dos bondes, dificultando ainda mais a operação dos veículos. A situação exigiu uma resposta rápida das autoridades locais.
Como resultado, a Leipzig Verkehrsbetriebe (LVB) suspendeu a operação dos bondes no sábado. Equipes de manutenção foram mobilizadas imediatamente para remover o material derretido e limpar a infraestrutura afetada. Inicialmente, esperava-se que os serviços fossem normalizados na manhã seguinte, mas a complexidade dos trabalhos atrasou a retomada.
A LVB informou que a circulação está sendo gradualmente restabelecida à medida que cada trecho passa por manutenção e inspeções de segurança necessárias.
A onda de calor também trouxe recordes de temperatura para a Alemanha. A estação de Coschen, em Brandemburgo, registrou 41,7°C, um novo marco durante esta onda de calor. Embora temperaturas acima de 40°C sejam comuns em várias partes do mundo, na Alemanha, elas ainda são consideradas raras, o que torna a infraestrutura urbana vulnerável a essas condições extremas.
Este evento em Leipzig faz parte de uma onda de calor histórica que afeta diversos países europeus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou que mais de 1.300 mortes em excesso foram registradas na Europa desde o início do fenômeno, em 21 de junho, devido às temperaturas extremas.
Além das fatalidades, a onda de calor tem causado uma série de problemas, incluindo interrupções no transporte, sobrecarga na rede elétrica, incêndios florestais, fechamento de escolas e aumento nas internações por desidratação e insolação. A OMS destaca que a Europa está aquecendo mais rapidamente que outras regiões do planeta, e que episódios de calor extremo, antes considerados excepcionais, tendem a se tornar mais frequentes devido às mudanças climáticas.
