Cientistas determinam nova data para o fim do mundo, 18 vezes mais próxima do que estimativas de 44 anos atrás
A vida na Terra poderá persistir por mais 1,8 bilhão de anos, segundo nova pesquisa.
Uma nova pesquisa sugere que a vida na Terra poderá continuar a existir por mais 1,8 bilhão de anos, um período significativamente maior do que o previsto por estudos anteriores. Essa estimativa é baseada em modelos climáticos complexos que analisam as condições futuras do planeta.
O Sol, por sua vez, está se tornando mais brilhante e atualmente produz 30% mais energia do que quando o sistema solar se formou, há aproximadamente 4,5 bilhões de anos. Essa crescente intensidade solar levanta questionamentos sobre como a vida na Terra poderá se adaptar a essas mudanças térmicas ao longo do tempo.
Em 1982, estimativas iniciais apontavam que “o fim do mundo” ocorreria em cerca de 100 milhões de anos. No entanto, pesquisas subsequentes têm revisado essa previsão, indicando que a biosfera pode ter uma resistência maior do que se imaginava. Um estudo recente, publicado em 28 de maio de 2026, sugere que a vegetação poderá sobreviver até 18 vezes mais do que as estimativas anteriores, com a previsão de que os oceanos comecem a evaporar em cerca de 2 bilhões de anos.
Jacob Haqq-Misra, coautor do estudo, enfatiza que o objetivo da pesquisa é demonstrar que a vegetação complexa poderá sobreviver por um período mais prolongado do que muitos estudos anteriores sugeriam.
A fotossíntese é fundamental para a vida na Terra, permitindo que plantas, algas e algumas bactérias convertam luz solar em energia. Esse processo transforma dióxido de carbono (CO2) e água em açúcar e oxigênio, sendo essencial para a sobrevivência das plantas, que dependem tanto de CO2 quanto de luz solar.
No entanto, à medida que as temperaturas aumentam, o mecanismo fotossintético das plantas pode falhar. Em um futuro distante, o calor excessivo do Sol poderá inviabilizar a fotossíntese, resultando no colapso da cadeia alimentar e no fim da vida como conhecemos.
A Terra conseguiu manter uma temperatura superficial estável durante a maior parte de sua história, devido a um termorregulador natural que armazena CO2 nas rochas e o libera em erupções vulcânicas. Contudo, com o aumento das temperaturas, o planeta poderá absorver mais CO2 da atmosfera, armazenando-o em formações rochosas subterrâneas. Essa dinâmica pode levar à escassez de CO2, essencial para a sobrevivência das plantas.
O biólogo Andrew Rushby, que não participou do estudo, comentou que a pesquisa atualizou a compreensão sobre a longevidade da biosfera, mas alertou que os resultados ainda são estimativas preliminares. Ele destacou que é difícil prever como a Terra se adaptará a mudanças ao longo de bilhões de anos.
