Máscara mortuária de Sarmento Leite preserva legado médico no Museu da Medicina

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Máscara mortuária de Eduardo Sarmento Leite é doada ao MUHM, fortalecendo a memória médica gaúcha.

A entrega da máscara mortuária do Prof. Dr. Eduardo Sarmento Leite ao Museu de História da Medicina do RS (MUHM) foi um ato de grande significado cultural e científico. Com o apoio da família e do Sindicato Médico do RS (SIMERS), a doação reafirma a importância do legado de um dos ícones da medicina gaúcha.

Realizada em uma cerimônia que contou com a presença de familiares e representantes de diversas entidades, a doação marca a integração da peça ao acervo permanente do MUHM. A máscara, moldada em 1935 pelo escultor André Arjonas, é considerada um importante símbolo da memória coletiva, preservando a presença de uma figura que deixou um impacto duradouro na medicina e na educação no estado.

A máscara mortuária é um molde feito diretamente sobre o rosto da pessoa falecida e é geralmente feita em gesso ou bronze. Essa técnica assegura a preservação fiel dos traços da pessoa, eternizando sua imagem para as futuras gerações. Sarmento Leite, cofundador da Faculdade de Medicina de Porto Alegre, teve sua máscara criada por Arjonas, um renomado escultor que se destacou por retratos de figuras públicas.

Thiago Sarmento Leite, neto do professor, representou a terceira geração da família durante a cerimônia. Ele enfatizou a importância de manter viva a memória daqueles que contribuíram para o bem comum e para a ciência. Essa doação não é apenas uma preservação de um objeto, mas um testemunho de um legado que se estende por mais de um século, passando de pais para filhos.

Com sua fundação em 1868, Sarmento Leite foi um pilar na criação e desenvolvimento da Faculdade de Medicina de Porto Alegre e foi responsável por várias iniciativas que moldaram a formação médica no estado. Sua dedicação à ciência e à educação permanece viva através das gerações de sua família.

Para o MUHM, a nova adição ao acervo simboliza não apenas a história médica do Rio Grande do Sul, mas também a importância do patrimônio cultural. A presidente da Associação dos Amigos do MUHM destacou a máscara como uma das mais significativas do museu, valorizando tanto seu aspecto artístico quanto histórico.

A incorporação da máscara mortuária ao acervo do MUHM é um marco cultural que liga o passado ao presente, celebrando a vida e o trabalho de um homem cuja missão foi transformar a medicina e a educação. A presença da peça no museu solidifica o papel essencial dessas instituições como guardiãs da memória científica.

A máscara mortuária de Eduardo Sarmento Leite está em exposição permanente no MUHM, localizado na Av. Independência, 270 – Centro Histórico, Porto Alegre. O museu, que funciona de terça a sexta-feira, das 10h às 17h, oferece entrada gratuita e se propõe a ser um espaço de reflexão sobre a história da medicina e suas contribuições para a sociedade.

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