Cooperativismo busca espaço junto aos partidos políticos

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Cooperativismo gaúcho busca maior participação política em agendas governamentais.

O cooperativismo na região sul do Brasil tem se mostrado cada vez mais disposto a assumir um papel ativo na política local. Um encontro recente promovido pelo Sistema Ocergs reuniu presidentes de partidos na Assembleia Legislativa, sinalizando a intenção do setor em ser ouvido nas próximas discussões sobre políticas públicas.

O evento não se limitou a uma simples formalidade; foi um momento estratégico onde foi apresentado um documento que delineia uma agenda técnica e apartidária. Entre os temas abordados, destacam-se agricultura, crédito, infraestrutura, inovação, saúde e educação cooperativista. O presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, enfatizou a importância da presença do cooperativismo na formulação de políticas, afirmando que o setor é essencial para o desenvolvimento da região.

Os números do cooperativismo são expressivos, com 372 cooperativas e 4,2 milhões de associados, representando mais de um terço da população do estado. Além disso, o setor gerou 78,5 mil empregos diretos e registrou um faturamento de R$ 103,4 bilhões em 2025, marcando um crescimento de 11% em relação ao ano anterior.

Essa movimentação representa um marco significativo na postura do cooperativismo, que busca não apenas reconhecimento, mas também a capacidade de influenciar as políticas que afetam a vida dos cidadãos. Ignorar a relevância econômica e social desse setor em ascensão pode ser considerado um erro estratégico para os governantes e formuladores de políticas.

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