Petrobras deve finalizar análise da Margem Equatorial em semanas, afirma Ibama

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Petrobras deve finalizar pesquisa sobre viabilidade do petróleo na Margem Equatorial em breve.

Rodrigo Agostinho, presidente do Ibama, anunciou que a Petrobras está próxima de concluir sua pesquisa sobre a viabilidade do petróleo na Margem Equatorial. A expectativa é que o relatório final seja entregue nas próximas semanas.

Durante uma entrevista, Agostinho destacou que a Petrobras enfrentou desafios relacionados a vazamentos de fluidos no poço Morpho, situado a aproximadamente 175 km da costa do Amapá. No entanto, esses problemas já foram resolvidos, permitindo que a perfuração fosse retomada.

A perfuração, que começou no ano anterior, passou por interrupções devido aos vazamentos, mas agora está em fase final. A Petrobras acredita que a região possui um potencial geológico significativo, caracterizado por reservatórios turbidíticos, que são semelhantes aos encontrados na Bacia de Campos, uma das principais áreas de exploração petrolífera do Brasil.

CONTRATEMPOS

No início de fevereiro, o Ibama impôs uma multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras em decorrência de um vazamento ocorrido em 4 de janeiro durante as operações de perfuração. A estatal informou que o material liberado era biodegradável e parte das tecnologias empregadas para a perfuração.

Em março, a ANP autuou a Petrobras por irregularidades em procedimentos de segurança na sonda NS ODN-II, que está realizando a perfuração na região. A fiscalização, realizada entre 2 e 6 de fevereiro de 2026, identificou falhas no cumprimento das normas do Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional.

As bombas de emergência da embarcação, essenciais para conter incêndios em casos de acidentes durante a perfuração, também foram alvo da auditoria. A Petrobras terá prazos de 30 a 90 dias para corrigir as irregularidades, dependendo da gravidade das falhas. Após esse período, a empresa terá 15 dias para apresentar sua defesa administrativa.

Após a análise da defesa, a diretoria da ANP avaliará o caso e poderá aplicar multas que variam de R$ 5.000 a R$ 2 milhões, conforme a gravidade das infrações constatadas.

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