Copa do Mundo e China influenciam preços da arroba do boi gordo que varia entre R$ 340 e R$ 370

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Preços da arroba do boi gordo devem se estabilizar entre R$ 340 e R$ 345 em junho.

Os preços da arroba do boi gordo estão projetados para se estabilizar entre R$ 340 e R$ 345 neste final de maio e ao longo de todo o mês de junho. Esse cenário é uma significativa queda em comparação aos patamares do primeiro quadrimestre do ano, quando os valores chegaram próximos a R$ 370 em São Paulo.

A análise desse movimento baixista aponta que ele ocorre devido a uma oferta mais confortável, impulsionada pela entressafra do capim e pela chegada de uma maior carga de bovinos ao mercado. A combinação desses fatores contribui para uma pressão nos preços.

Outro elemento crucial a ser considerado é a diminuição da demanda por exportações e a concorrência interna com outras proteínas, como carne de frango e suínos. Nos últimos doze meses, os cortes bovinos enfrentaram uma alta significativa, enquanto os preços das proteínas concorrentes apresentaram um comportamento inverso.

Adicionalmente, ainda não há indícios de um acordo entre as autoridades chinesas e brasileiras para resolver a questão do preenchimento da cota de exportação das carnes, uma situação que tem impactado a quantidade de entregas ao mercado asiático. A Austrália, que também busca expandir sua participação, surge como um concorrente forte, especialmente diante das entregas aquém do esperado por outros fornecedores, como os Estados Unidos.

Copa do Mundo pode frear baixas

Embora a demanda da China pela carne bovina brasileira deva enfraquecer nos próximos meses, a expectativa é que a demanda interna se aqueça entre 11 de junho e 19 de julho, período que coincide com a Copa do Mundo.

Estudos indicam que o consumo de proteínas tende a aumentar em cerca de 10% durante o período da Copa. Além disso, ao analisar o comportamento dos preços da arroba do boi em anos de eventos esportivos como a Copa do Mundo, é possível observar uma tendência de elevação nos preços no segundo semestre, especialmente quando comparado a anos sem essas ocasiões.

Comportamento do atacado na semana

Recentemente, o mercado atacadista de carne bovina apresentou preços levemente mais fracos. A expectativa é que essa tendência de queda continue ao longo da segunda quinzena de maio, conforme indicado por analistas do setor.

Esse cenário se deve à menor atratividade do consumo diante da descapitalização do consumidor médio. Além disso, a carne bovina enfrenta desafios em sua competitividade em relação a outras proteínas, especialmente o frango, que se tornou mais acessível.

Atualmente, o quarto traseiro bovino está cotado a R$ 27,00 por quilo, enquanto o dianteiro é vendido a R$ 21,00 por quilo. A ponta de agulha, por sua vez, foi precificada em R$ 20,00 por quilo.

Exportação de carne bovina

No início de maio, as exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil atingiram um valor de US$ 913,250 milhões, com uma média diária de US$ 91,325 milhões. A quantidade total exportada pelo país durante os primeiros dez dias úteis foi de 141,349 mil toneladas, com uma média de 14,135 mil toneladas por dia. O preço médio da tonelada foi de US$ 10.381,10.

Comparando os dados com maio de 2025, houve um aumento de 69,1% no valor médio diário das exportações, 36,2% na quantidade média diária e 24,2% no preço médio, sinalizando uma trajetória de crescimento significativa no setor.

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