Crédito no Brasil alcança R$ 7,4 trilhões em julho, segundo Banco Central

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Crédito do Sistema Financeiro Nacional atinge R$ 7,4 trilhões em julho, com variações distintas entre pessoas físicas e jurídicas.

O estoque total das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) alcançou R$ 7,4 trilhões em julho, apresentando uma alta de 0,3% em relação ao mês anterior. Esse crescimento reflete a dinâmica do mercado financeiro e as condições econômicas atuais.

No que diz respeito ao crédito para pessoas jurídicas, houve uma redução de 0,7%, totalizando R$ 2,7 trilhões. Em contrapartida, o crédito destinado a pessoas físicas registrou um aumento de 0,8%, atingindo R$ 4,6 trilhões. No acumulado dos últimos 12 meses, o crédito total cresceu 9,5%, com as empresas apresentando um aumento de 7,4% e as famílias, de 10,8%.

O estoque de crédito com recursos livres foi de R$ 4,2 trilhões em julho, com uma leve queda de 0,1% no mês, mas um aumento significativo de 7% em 12 meses. No segmento empresarial, o saldo recuou 1,9%, enquanto o crédito livre para pessoas físicas cresceu 1%, totalizando R$ 2,6 trilhões.

As concessões totais de crédito, ajustadas sazonalmente, permaneceram estáveis em julho. Entretanto, as operações com empresas apresentaram uma queda de 0,3%, enquanto as operações com famílias tiveram um pequeno crescimento de 0,3%.

A taxa média de juros das concessões de crédito ficou em 32,1% ao ano em julho, com uma redução de 1,2 ponto percentual em relação ao mês anterior, mas um aumento de 0,3 ponto percentual em comparação a 12 meses atrás. No crédito livre, a taxa média foi de 47,7% ao ano, com um recuo de 2 pontos percentuais no mês e um aumento de 1,8 ponto percentual em 12 meses.

Para pessoas físicas, a taxa média de juros do crédito livre caiu 3,9 pontos percentuais em julho, situando-se em 60% ao ano, embora ainda esteja 1,6 ponto percentual acima do valor registrado em julho de 2025. Para as pessoas jurídicas, a taxa subiu 1,1 ponto percentual, atingindo 25,4% ao ano.

INADIMPLÊNCIA

A inadimplência da carteira total de crédito do SFN atingiu 4,9% em julho, apresentando um aumento de 0,3 ponto percentual em relação ao mês anterior e de 0,9 ponto percentual em 12 meses. O índice de inadimplência entre as empresas foi de 3,3%, enquanto entre as famílias alcançou 5,8%.

No segmento de crédito com recursos livres, a inadimplência subiu para 6,4%, sendo 4,2% entre pessoas jurídicas e 7,8% entre pessoas físicas. Em um ano, a inadimplência das empresas aumentou 0,5 ponto percentual, e a das famílias, 1,1 ponto percentual.

Além do crédito bancário, o saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro chegou a R$ 21,9 trilhões em julho, equivalente a 164,9% do PIB. Este indicador avançou 0,1% no mês e 11,9% em 12 meses, influenciado por aumentos nos títulos públicos, empréstimos do SFN e títulos de dívida securitizados, apesar da queda nos empréstimos externos.

O crédito ampliado às empresas somou R$ 7,2 trilhões em julho, correspondente a 54,4% do PIB, com uma leve queda de 0,3% no mês. No entanto, em 12 meses, houve um crescimento de 7,1%, impulsionado principalmente pela alta nos títulos de dívida e nos empréstimos do SFN.

O endividamento das famílias ficou em 49,8% em junho, mantendo-se estável em relação a maio, mas 1 ponto percentual acima do registrado um ano antes. O comprometimento de renda, por sua vez, subiu 0,4 ponto percentual no mês e 1,7 ponto percentual em 12 meses, alcançando 28,9%.

Os indicadores de endividamento das famílias e comprometimento de renda são divulgados com um atraso em relação aos dados de crédito e inadimplência, o que

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