Criador afirma que o sindi representa a raça do futuro no Brasil

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Raça Sindi se destaca na pecuária brasileira pela sua versatilidade e resistência.

O programa Giro do Boi trouxe à tona a crescente popularidade da raça Sindi, que tem conquistado a atenção dos pecuaristas no Brasil. Durante a apresentação, Henrique Garbellini Carnio, diretor da Associação Brasileira dos Criadores de Sindi (ABCSindi), explicou por que esses animais, originários do Paquistão, são considerados “coringas” da pecuária.

Com uma história de seis mil anos de seleção natural em condições desérticas, a raça Sindi oferece aos pecuaristas uma combinação ímpar de rusticidade, eficiência alimentar e dupla aptidão, tanto para carne quanto para leite. Essas características tornam o Sindi uma alternativa viável para regiões com dificuldades de produção.

Adaptação e resistência da raça

Henrique Carnio destacou que o Sindi se adapta a diferentes sistemas de produção, seja voltado para corte, leite ou cruzamento industrial. Sua principal vantagem é a capacidade de produzir com custo reduzido e alta resistência, permitindo uma conversão eficiente de pastagens menos produtivas em quilos de carne ou litros de leite. “O Sindi come menos e converte mais”, ressaltou.

Além dessas qualidades, as novilhas Sindi apresentam fertilidade precoce, podendo iniciar a reprodução aos 14 meses de idade. O uso dessa raça em programas de cruzamento tem demonstrado resultados impressionantes, especialmente no ganho de peso ao desmame e na qualidade final do produto.

Crescimento e sustentabilidade

A raça Sindi é atualmente a zebuína que apresenta a maior taxa de crescimento em registros na ABCZ, evidenciando sua aceitação no mercado. Embora tenha começado a ser criada principalmente no semiárido nordestino, hoje o gado Sindi está presente em diversas regiões do Brasil, do interior de São Paulo ao Rio Grande do Sul, superando desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Considerada uma opção do futuro para quem prioriza sustentabilidade e rentabilidade, Carnio afirmou que, como um “coringa”, a raça Sindi desempenha um papel crucial como solução genética em áreas afetadas pela desertificação e por condições climáticas extremas.

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