Defesa de Bolsonaro move queixa-crime contra Janones por calúnia

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Bolsonaro processa deputado por calúnia e difamação após acusações em vídeo.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado André Janones, alegando calúnia e difamação. O pedido inclui uma reparação por danos morais devido a declarações feitas pelo congressista em um vídeo, onde o acusa de crimes graves, como tentativa de homicídio e roubo.

No vídeo, Janones critica a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que concedeu prisão domiciliar a Bolsonaro. Ele descreveu o ex-presidente como um “ladrão” e um “vagabundo”, insinuando que ele estava apenas se aproveitando da situação para evitar consequências legais. As falas de Janones foram consideradas ofensivas e sem fundamento por parte da defesa de Bolsonaro.

A representação de Bolsonaro argumenta que as declarações de Janones não se configuram como crítica política, mas sim como um ataque pessoal e raivoso, com o intuito de incitar ódio contra ele na sociedade. O ex-presidente, segundo seus advogados, está sendo atacado de forma injusta e sem espaço para defesa.

Desde julho de 2025, Bolsonaro está proibido de acessar redes sociais, uma medida que se seguiu a sua condenação a 27 anos e três meses de prisão por vários crimes, incluindo tentativa de golpe de Estado. Ele recebeu prisão domiciliar em março para tratamento de saúde, mas continua sem acesso às plataformas digitais.

Janones retruca

<pApós ser notificado sobre a ação judicial, Janones intensificou suas críticas nas redes sociais. Em um vídeo, ele expressou indignação pela proibição de chamar Bolsonaro de ladrão e prometeu listar os crimes que atribui ao ex-presidente. Entre as acusações estão fraudes financeiras e corrupção durante o período em que Bolsonaro foi deputado.

Janones não hesitou em reiterar suas acusações, afirmando que a verdade sobre Bolsonaro será mantida em evidência, mesmo diante da ação judicial. Ele se mostrou determinado a continuar a sua linha de ataque, utilizando as redes sociais para divulgar suas opiniões e alegações.

Processo: Pet 15823-DF

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