Defesa de Zambelli anuncia recurso contra extradição e processo pode se estender por até dois anos
Justiça italiana autoriza extradição de Carla Zambelli, que poderá recorrer da decisão.
A Justiça italiana decidiu nesta quinta-feira (26) pela extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, que se encontra presa em Roma. O advogado responsável pela defesa da ex-parlamentar anunciou a intenção de recorrer da decisão, o que pode prolongar o processo por até dois anos.
A Corte de Apelação de Roma autorizou a extradição, mas a medida não será imediata. Se não houver recurso, o processo pode ser concluído em poucas semanas. A defesa de Zambelli tem um prazo de até 15 dias para contestar a decisão.
Se o recurso for apresentado e negado, o encerramento do processo pode ocorrer em um período de quatro a seis meses. Contudo, se a Corte considerar que o recurso tem fundamento, o caso será reavaliado, podendo estender a análise da extradição por até dois anos. A decisão final sobre o caso cabe ao ministro da Justiça italiano.
Uma vez confirmada a extradição, a Justiça italiana informará a embaixada brasileira em Roma. A polícia do país entregará Zambelli à Interpol, que a transportará de volta ao Brasil sob custódia de agentes criminais.
Se a extradição for efetivada, Zambelli deverá ser algemada e acompanhada por dois agentes da Interpol até o Aeroporto de Guarulhos ou o Galeão, onde será entregue à Polícia Federal e presa imediatamente.
A ex-deputada foi condenada em dois processos pelo Supremo Tribunal Federal e está presa no exterior desde julho de 2025. O julgamento na Corte de Apelação de Roma foi finalizado em fevereiro, com a decisão sendo divulgada recentemente.
A Embaixada do Brasil em Roma foi notificada sobre a decisão da Corte de Apelação, e ainda existe a possibilidade de recurso judicial antes que o caso seja levado à decisão final do governo italiano.
O advogado Fábio Pagnozzi criticou a decisão, considerando-a sem fundamento e afirmando que a análise do recurso na Corte de Cassação pode levar de três a quatro meses.
As condenações de Zambelli incluem dez anos de prisão por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça e falsidade ideológica, em colaboração com um hacker. Após a condenação, ela deixou o Brasil e foi presa na Itália em uma operação conjunta entre a Polícia Federal e autoridades locais.
Além disso, Zambelli também foi condenada a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com uso de arma.
