Demanda aquecida impede queda nos preços da soja no início de junho, segundo Cepea

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Alta liquidez no mercado de soja impacta preços no início de junho.

O mercado da soja neste início de mês apresenta uma dinâmica marcada pela alta liquidez. A movimentação intensa nas exportações e a demanda aquecida da indústria doméstica têm sido fatores cruciais para essa situação.

Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) observam que, apesar das safras recordes colhidas no Brasil e das expectativas de alta demanda global, o cenário limitou quedas mais acentuadas nos preços da oleaginosa. As colheitas na Argentina e o início da semeadura nos Estados Unidos também contribuem para essa estabilidade.

A exportação de soja do Brasil reforça a forte demanda internacional. Dados revelam que, em maio, as exportações atingiram 14,82 milhões de toneladas, evidenciando um crescimento de 5,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar da queda em comparação ao mês anterior, os embarques nos primeiros cinco meses do ano estabeleceram recordes.

Em termos de produção, o Brasil se prepara para um período de vazio sanitário da soja, uma estratégia fitossanitária voltada ao controle da ferrugem asiática. Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura (USDA) reporta que, até o final de maio, 87% da área prevista para a safra 2026/27 já foi semeada, superando a média dos últimos cinco anos, que era de 80%.

Na Argentina, a Bolsa de Cereales indica que 91,7% da área cultivada com soja já foi colhida. Com uma boa produtividade, a expectativa é que a safra argentina se mantenha em 50,1 milhões de toneladas.

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