Diplomatas se reúnem no Paquistão para debater resolução do conflito no Irã

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Chanceleres de quatro países se reúnem em Islamabad para discutir a guerra no Oriente Médio.

Os chanceleres do Paquistão, Arábia Saudita, Egito e Turquia se reuniram em Islamabad, capital do Paquistão, para debater a situação da guerra no Oriente Médio. O governo paquistanês atua como mediador nas tensões entre os Estados Unidos e o Irã, buscando promover um diálogo e a estabilidade na região.

Durante o encontro, os ministros das Relações Exteriores, incluindo Badr Abdellatty (Egito), Hakan Fidan (Turquia) e Faisal bin Farhan (Arábia Saudita), realizaram reuniões bilaterais com o chefe da diplomacia paquistanesa, Ishaq Dar. Notavelmente, representantes dos EUA, Irã e Israel não participaram do evento, o que destaca a complexidade das relações diplomáticas atuais.

O Paquistão se firmou como um intermediário chave na comunicação entre Washington e Teerã. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, possui uma relação próxima com o governo dos Estados Unidos e mantém contatos regulares com autoridades iranianas. Recentemente, Sharif conversou por telefone com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, que expressou gratidão pelos esforços do Paquistão em mitigar os ataques na região. Após essa conversa, foi anunciado que o Irã permitiu a passagem de 20 embarcações paquistanesas pelo Estreito de Ormuz.

TENSÃO DIPLOMÁTICA

Teerã respondeu ao plano de 15 pontos proposto pelo governo Trump para encerrar a guerra, utilizando o Paquistão como canal de comunicação. O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou os Estados Unidos de estar planejando uma invasão terrestre, apesar de suas declarações públicas em favor do diálogo.

Qalibaf afirmou que “publicamente, o inimigo envia mensagens de negociação e, em segredo, planeja uma ofensiva”. Ele destacou que, nas últimas duas semanas, 5.000 fuzileiros navais americanos foram enviados ao Golfo Pérsico, reforçando as preocupações sobre a intenção militar dos EUA na região. O porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica, Ebrahim Zolfaghari, também criticou a postura de Trump, afirmando que, enquanto o presidente fala em diálogo, ele “decide partir para a guerra” poucas horas depois.

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