Durigan confirma viagem aos EUA para tratar de tarifa extra sobre produtos brasileiros
Ministro da Fazenda considera viagem aos EUA para discutir tarifa sobre produtos brasileiros.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta terça-feira (2) que não descarta a possibilidade de viajar aos Estados Unidos ou entrar em contato direto com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent. O objetivo seria tratar sobre a recomendação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, sugerida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
Em uma entrevista ao Jornal Nacional, Durigan mencionou que a possibilidade de uma viagem aos EUA está sendo avaliada pelo governo federal. Ele também destacou que estão previstas articulações diplomáticas por outras frentes, com o intuito de entender melhor a situação.
O chanceler Mauro Vieira participará de uma agenda na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta quarta-feira (3), onde deverá se reunir com Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, que é responsável pela recomendação tarifária.
Durigan ressaltou que o aumento de 25% ainda depende de confirmação, sendo um aspecto crucial a ser monitorado pelos exportadores brasileiros. Atualmente, a fase indicada é de tratativas e não de aplicação imediata da medida, o que gera expectativa entre os envolvidos no comércio exterior.
Até o momento, não foram detalhados quais produtos brasileiros seriam afetados pela tarifa adicional, nem existe um calendário oficial de implementação. Também não há informações suficientes sobre os setores que poderiam ser mais impactados por essa recomendação.
Técnicamente, a recomendação do USTR coloca o assunto no contexto das negociações comerciais bilaterais. Para as cadeias exportadoras, a definição sobre os produtos afetados, os prazos e o formato da cobrança será fundamental para avaliar os efeitos sobre competitividade, contratos e o fluxo de embarques. Sem essas informações, é difícil prever o impacto específico sobre o agronegócio e outras áreas exportadoras.
O cenário atual depende da confirmação ou rejeição da recomendação tarifária pelas autoridades americanas, bem como dos resultados das conversas diplomáticas que o governo brasileiro pretende conduzir. Até que haja uma definição oficial sobre quais produtos serão atingidos, prazos e regras de aplicação, o impacto econômico continua indefinido.
