Eleições no Peru: Recontagem de Votos Pode Decidir o Futuro do País
A apuração das eleições presidenciais no Peru enfrenta atrasos significativos devido à recontagem de votos.
O processo eleitoral no Peru tem se mostrado complexo e demorado, com a apuração dos votos do segundo turno das eleições presidenciais gerando incertezas. A disputa acirrada entre os candidatos tem levado a uma recontagem que contribui para a lentidão na divulgação dos resultados finais.
Recentemente, o país foi às urnas para escolher seu próximo presidente, com Keiko Fujimori, representante da direita, e Roberto Sánchez, da esquerda, disputando a preferência dos eleitores. Até o momento, a diferença entre os dois candidatos é de apenas 651 votos, com 98,216% das urnas já apuradas.
O Jurado Nacional de Eleições, responsável pela contagem dos votos, anunciou que cerca de 1.000 atas, que registram os resultados de cada mesa eleitoral, precisarão passar por nova contagem. Embora esse número seja pequeno em comparação ao total de 92.700 atas do sistema eleitoral peruano, a possibilidade de recontagem pode impactar o resultado final, dada a proximidade dos números.
Até a manhã desta quinta-feira, a diferença entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez era inferior a 600 votos. Cada ata pode conter até 300 votos, o que significa que até 300 mil votos ainda podem ser revisados, embora o Jurado Nacional de Eleições não tenha especificado quantos estão em revisão.
O presidente do Jurado, Roberto Rolando Burneo Bermejo, declarou que a recontagem é um processo que exige tempo e, por isso, o resultado final pode ser divulgado apenas em meados de julho, considerando a acirrada disputa entre os candidatos.
“Precisamos realizar uma audiência de recontagem, e após três dias, uma decisão será emitida, a qual pode ser contestada por qualquer partido. Se isso ocorrer, o caso será levado ao plenário do Jurado”, explicou Bermejo.
O presidente do Jurado também destacou que mais atas poderão ser submetidas a recontagem se necessário. As recontagens podem ser solicitadas por diferentes motivos, como discrepâncias entre o número de cédulas e eleitores ou contestações por parte dos partidos.
Nova virada nas apurações
Na última atualização, Keiko Fujimori conseguiu retomar a liderança na apuração, com 50,002% dos votos, enquanto Roberto Sánchez obteve 49,998%. Essa mudança na contagem se deve em grande parte ao apoio que Fujimori recebeu dos peruanos residentes no exterior, onde obteve 63,42% dos votos.
Com 98,32% das urnas apuradas, a expectativa é que a contagem final continue a ser monitorada de perto, já que a diferença entre os candidatos é extremamente apertada.
O processo de votação
Os dados iniciais da apuração foram divulgados pelo órgão eleitoral no domingo, com Fujimori liderando com uma margem de cinco pontos percentuais. Porém, à medida que os votos foram sendo contados, essa diferença diminuiu, chegando a menos de um ponto na segunda-feira.
A votação no Peru é realizada com cédulas de papel, e o país conta com aproximadamente 27,33 milhões de eleitores aptos a participar do pleito.
Desempenho regional dos candidatos
O desempenho dos candidatos em diferentes regiões do Peru tem sido variado, refletindo as preferências eleitorais locais. As análises geográficas mostram como cada candidato se saiu em diferentes áreas do país, destacando a polarização na votação.
Perfis dos candidatos
Keiko Fujimori, líder do partido Força Popular, é filha do ex-presidente Alberto Fujimori e já se candidatou à presidência em três ocasiões anteriores. No primeiro turno deste ano, ela obteve 17,2% dos votos válidos.
Roberto Sánchez, do partido Juntos pelo Peru, chegou ao segundo turno após conquistar 12% dos votos no primeiro turno. Sua base de apoio é predominantemente rural, com forte presença em áreas menos urbanizadas.
Contexto eleitoral no Peru
As eleições de 2026 marcam um momento significativo na política peruana, com um recorde de 35 candidatos disputando a presidência no primeiro turno. O cenário político do país é marcado por instabilidade, tendo registrado nove presidentes nos
