Estudo revela que 83% dos executivos consideram falhas na transformação corporativa, segundo a Teya
A maioria dos programas de transformação corporativa falha em cumprir suas promessas.
A transformação corporativa tem se mostrado um desafio significativo para muitas organizações, com a maioria dos programas não alcançando os resultados esperados. Essa é a conclusão de um relatório elaborado por uma consultoria de aprendizagem corporativa, que analisou mais de 20 estudos globais.
Um levantamento indicou que 83% dos responsáveis por programas de transformação reconhecem que falham em atingir os objetivos em pelo menos metade das vezes. Isso contrasta com a realidade de que 97% das empresas estão passando por uma transformação significativa ou prestes a iniciar uma.
De acordo com especialistas, o problema não reside na falta de iniciativas, mas sim na qualidade do discernimento dos líderes que as conduzem. A habilidade de liderar em tempos de complexidade será cada vez mais crucial nos próximos anos.
O relatório destaca que os obstáculos à transformação não são falhas isoladas, mas sim cinco desafios interconectados que necessitam de intervenções deliberadas para serem superados.
O primeiro desafio é a pressão constante por reinvenção. A transformação deixou de ser um evento esporádico e se tornou um estado permanente nas organizações. Um estudo revelou que 42% dos CEOs acreditam que suas empresas não serão viáveis economicamente em uma década se mantiverem suas trajetórias atuais.
Além disso, 94% dos CIOs preveem que mudanças fundamentais ocorrerão em ciclos de apenas 24 meses, tornando o planejamento estático cada vez mais inviável. Essa pressão constante já resulta em uma perda global de produtividade estimada em US$ 10 trilhões, representando cerca de 9% do PIB mundial em 2025.
Outro desafio é o desgaste do modelo de gestão tradicional. A confiança dos profissionais nas lideranças caiu drasticamente, com apenas 29% expressando confiança em suas lideranças diretas. Isso resulta em menos pessoas dispostas a assumir papéis de gestão, aumentando o risco de descontinuidade na execução estratégica.
O terceiro desafio identificado é a dificuldade em gerenciar mudanças. Sete em cada dez organizações enfrentam problemas nesse aspecto, principalmente devido ao excesso de iniciativas simultâneas e à falta de comprometimento da liderança.
O quarto bloqueio é o descompasso entre aprendizado e execução. Um número alarmante de projetos-piloto de inteligência artificial não chega à produção, e apenas uma fração das empresas possui uma governança de transformação que alinhe negócios, processos e tecnologia.
Por fim, a erosão da memória organizacional representa o quinto desafio. A má gestão do conhecimento pode custar até 25% da receita anual das empresas, com profissionais gastando uma quantidade significativa de tempo buscando informações ou recriando conteúdo que já existia.
O relatório conclui que os líderes devem repensar seus modelos de controle e adotar uma abordagem que valorize a absorção de conhecimento e a memória organizacional como ativos essenciais para o sucesso contínuo das organizações.
