Estudo revela que peixes possuem ‘impressão digital’ que indica sua origem
Peixes possuem impressões digitais químicas, revela estudo sobre tainhas brasileiras.
Uma pesquisa inovadora demonstrou que peixes podem ter suas origens identificadas por meio de uma “impressão digital química”. O estudo, realizado com a tainha brasileira, trouxe à luz novas informações sobre a biologia desses animais aquáticos.
Os cientistas analisaram pequenas moléculas presentes no músculo da tainha para determinar sua origem. Essa combinação de substâncias atua como uma espécie de identificação única, permitindo distinguir tainhas capturadas em diferentes regiões do Brasil.
A pesquisa revelou variações na composição dos músculos dos peixes, que estão ligadas a fatores como o ambiente em que vivem, a salinidade da água e a dieta. Essas diferenças químicas são fundamentais para entender como as tainhas se adaptam a seus habitats.
Além disso, foram identificados 23 compostos químicos naturais no músculo das tainhas, que fornecem informações sobre o funcionamento do organismo dos peixes. Esses dados incluem aspectos como gasto de energia e atividade muscular, revelando como esses animais se adaptam ao seu ambiente.
Para realizar a análise, os pesquisadores utilizaram uma técnica avançada chamada Ressonância Magnética Nuclear de Hidrogênio, que permite mapear a localização dos átomos de hidrogênio nas moléculas. Essa abordagem foi associada à metabolômica, uma área que estuda as pequenas moléculas resultantes das reações químicas do organismo.
A descoberta tem implicações significativas para o setor pesqueiro, pois pode ajudar na certificação da origem dos pescados. A tecnologia pode ser uma ferramenta valiosa para combater fraudes no mercado, como a substituição de espécies e a falsificação de origens.
Além disso, a impressão digital química pode servir como base técnica para a solicitação de Indicação Geográfica (IG) da tainha da Lagoa de Araruama, localizada no Rio de Janeiro. Essa lagoa é a maior do mundo com alta concentração de sais, o que impacta diretamente o metabolismo das tainhas que habitam a região.
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