Governo Trump se compromete a respeitar resultado das eleições no Brasil se forem consideradas livres e justas
Estados Unidos reafirmam respeito ao resultado das eleições brasileiras, desde que sejam justas.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos declarou que respeitará o resultado das eleições presidenciais no Brasil, condicionando essa aceitação à realização de um pleito considerado “livre e justo”. Esta afirmação surge em meio a acusações de tentativas de interferência nas eleições por parte do governo Trump.
Autoridades do governo americano, que pediram para não serem identificadas, fizeram essa declaração em resposta a questionamentos de veículos de imprensa brasileiros sobre as tensões políticas recentes entre os dois países.
Segundo as autoridades, os Estados Unidos têm uma longa história de relacionamento com governos de diferentes espectros políticos no Brasil, ressaltando que esses vínculos foram bem-sucedidos ao longo do tempo. Contudo, membros da administração Lula expressam preocupações de que a administração Trump esteja buscando elementos para contestar a integridade das urnas eletrônicas brasileiras.
Recentemente, dois diplomatas americanos tiveram seus vistos negados pelo Itamaraty, o que gerou reações no Palácio do Planalto. O governo brasileiro considerou essa ação como uma resposta a um viés ideológico, especialmente após o cancelamento do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti.
A Presidência da República, em nota, manifestou que a situação evidencia um interesse indevido em interferir nas próximas eleições presidenciais. Em eventos públicos, o presidente brasileiro criticou o secretário de Estado, Marco Rubio, por seu histórico hostil ao governo petista, acusando-o de “odiar o Brasil” e a América Latina.
Lula também comentou sobre a possibilidade de uma autoridade americana apoiar publicamente seu principal rival, Flávio Bolsonaro, que tem levantado questões sobre a legitimidade do sistema eleitoral, embora nenhuma fraude tenha sido comprovada até o momento.
O presidente brasileiro expressou o desejo de retomar conversas com Donald Trump, embora essa ligação ainda não tenha ocorrido. Na última quarta-feira, o ex-ministro Celso Amorim, chefe da Assessoria Especial do Palácio do Planalto, denunciou que os EUA estão mirando contra a soberania brasileira, referindo-se a um vídeo do Departamento de Estado que sugere um “domínio americano” na América Latina, em alusão à Doutrina Monroe.
Amorim também destacou que a relação entre Brasil e Estados Unidos enfrenta uma “escalada de hostilidades”, e que a administração Trump tem operado com “opacidade total” em relação ao Brasil.
