EUA confirmam ferimentos e desfiguração de Mojtaba Khamenei
Estados Unidos intensificam bombardeios aéreos contra o Irã em meio a tensões crescentes.
O governo dos Estados Unidos anunciou sua intenção de aumentar significativamente os bombardeios aéreos sobre o Irã, em um momento de escalada de tensões entre os dois países.
Na sexta-feira (13.mar.2026), o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, revelou que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, estaria ferido e possivelmente desfigurado. Durante uma coletiva de imprensa no Pentágono, Hegseth caracterizou a liderança iraniana como “desesperada” e afirmou que eles se encontravam em instalações subterrâneas, longe da visibilidade pública.
A análise do governo americano se baseia no fato de que o primeiro pronunciamento oficial de Khamenei à nação, realizado na quinta-feira (12.mar), foi apenas um texto escrito, sem áudio ou vídeo. Hegseth questionou a legitimidade do novo líder, insinuando que o uso de um comunicado escrito indica medo e insegurança por parte do regime.
COLAPSO MILITAR
O Pentágono informou que a ofensiva militar dos EUA conseguiu desmantelar as principais capacidades militares do Irã:
- Marinha: A frota iraniana, segundo Hegseth, estaria “no fundo do Golfo Pérsico”.
- Força Aérea: Considerada inoperante pelas forças americanas.
- Mísseis e drones: O número de disparos de mísseis caiu em 90%, enquanto os ataques com drones diminuíram 95%.
ESTREITO DE ORMUZ
Apesar das expectativas de rendição, Khamenei declarou que o Irã continuará a atacar bases americanas e que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado. Em resposta, Hegseth afirmou que os EUA têm “opções” e estão considerando escoltar petroleiros com navios de guerra, com uma decisão a ser tomada até o final do mês.
Embora Hegseth tenha falado sobre a “dizimação” da indústria militar iraniana, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, adotou uma postura mais cautelosa. Ele reconheceu que, apesar da Marinha iraniana estar inativa, o país ainda possui capacidade de ameaçar forças aliadas e embarcações comerciais na região.
O governo dos EUA reafirmou sua intenção de intensificar os bombardeios aéreos, com o objetivo de destruir a capacidade de reconstrução da indústria de defesa do Irã, focando em fábricas e locais de montagem de armamentos.
ESCALADA NA TENSÃO
Os ataques dos EUA ao Irã ocorreram após semanas de crescente tensão entre os dois países.
No dia 19 de fevereiro, Donald Trump mencionou que, em um prazo de 10 dias, tomaria uma decisão sobre um possível ataque ao Irã. Posteriormente, ele declarou que todos, incluindo seu chefe do Estado-Maior Conjunto, acreditavam que uma guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” para os Estados Unidos.
No discurso do Estado da União, em 24 de fevereiro, Trump afirmou que o Irã ainda não havia declarado que “nunca terá uma arma nuclear”. Ele também alertou que o regime iraniano já desenvolveu mísseis capazes de ameaçar a Europa e as bases americanas no exterior, além de estar trabalhando em mísseis que poderiam atingir os EUA em breve.
Essas declarações foram feitas em um contexto de tentativas diplomáticas que não resultaram em acordo. Uma autoridade iraniana expressou disposição para concessões, desde que os EUA reconhecessem o direito do Irã ao enriquecimento de urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
