Pacientes com infecções graves de Covid-19 ou gripe apresentam maior risco de desenvolver câncer de pulmão

Compartilhe essa Informação

Estudo revela que infecções respiratórias graves podem aumentar o risco de câncer de pulmão.

Casos severos de Covid-19 e gripe podem ter consequências duradouras para a saúde, com um novo estudo indicando que infecções respiratórias intensas podem aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de pulmão anos após a infecção.

A pesquisa sugere que infecções virais graves têm o potencial de modificar células do sistema imunológico nos pulmões, resultando em um ambiente inflamatório crônico que favorece o surgimento e crescimento de tumores, mesmo meses ou anos depois da infecção inicial.

Inflamação persistente pode favorecer tumores

Os cientistas conduziram experimentos em camundongos e analisaram dados de pacientes humanos hospitalizados com Covid-19, encontrando um padrão consistente em ambos os grupos.

Nos testes realizados com animais, aqueles que sofreram infecções pulmonares severas mostraram uma probabilidade significativamente maior de desenvolver câncer de pulmão posteriormente, além de uma mortalidade mais alta associada à doença.

Entre os humanos, os dados revelaram que pacientes hospitalizados por Covid-19 apresentaram um aumento de aproximadamente 24% na incidência de câncer de pulmão em comparação com aqueles que não enfrentaram infecções graves.

Esse aumento no risco foi observado independentemente de fatores como tabagismo ou outras condições médicas preexistentes.

Os pesquisadores sugerem que a explicação para essa correlação reside nas alterações que as infecções provocam em células imunológicas, como neutrófilos e macrófagos, que normalmente desempenham um papel protetor nos pulmões. Após infecções severas, algumas dessas células podem contribuir para um estado inflamatório prolongado, favorecendo o crescimento de tumores.

Vacinação pode reduzir o risco

Um dado positivo emergiu da pesquisa: a vacinação contra vírus respiratórios, incluindo Covid-19 e influenza, parece ajudar a prevenir muitas das alterações pulmonares que estão associadas ao aumento do risco de câncer.

As vacinas promovem uma resposta imunológica mais rápida à infecção, o que diminui a gravidade da doença e, por conseguinte, os danos permanentes ao tecido pulmonar.

Os cientistas enfatizam que o aumento do risco foi mais pronunciado em casos graves que exigiram hospitalização. Pacientes que tiveram infecções leves não apresentaram esse padrão e, em alguns casos, mostraram uma leve redução na incidência de câncer de pulmão.

Diante dos achados, os pesquisadores recomendam que pacientes que passaram por infecções respiratórias severas, especialmente aqueles com histórico de tabagismo, possam se beneficiar de um monitoramento mais frequente, como exames de imagem, para a detecção precoce de possíveis tumores.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *