EUA preveem redução radical em caças e navios de guerra para operações da OTAN na Europa, revela jornal
A estratégia de apaziguar Trump está funcionando para a Otan?
Os Estados Unidos planejam reduzir significativamente o número de aeronaves e navios de guerra disponíveis para operações da Otan na Europa. Essa informação foi divulgada por altos funcionários europeus, destacando uma mudança significativa nas contribuições militares americanas para a aliança.
O plano inclui a diminuição do número de caças F-16 e F-15E de aproximadamente 150 para 100, além da redução de aeronaves de reconhecimento marítimo de 26 para 15. Também está prevista a remoção de todos os oito aviões-tanque de reabastecimento aéreo que estavam alocados para a Europa.
Além das reduções mencionadas, os EUA pretendem realocar um submarino lançador de mísseis, um porta-aviões e diversos navios de guerra, juntamente com dezenas de jatos que participam das missões do porta-aviões. Essa mudança pode impactar a capacidade da OTAN de realizar ataques de longo alcance e operações de vigilância.
A porta-voz da OTAN, Allison Hart, comentou sobre a dependência histórica das forças e capacidades dos EUA, ressaltando que à medida que Europa e Canadá investem mais em defesa, o equilíbrio de responsabilidades pode mudar. Isso poderia fortalecer a defesa da aliança, reduzindo a dependência de um único aliado.
O Comando Europeu dos EUA anunciou que irá “redimensionar” suas contribuições para o Modelo de Força da OTAN, embora detalhes adicionais não tenham sido fornecidos. O Departamento de Defesa dos EUA não respondeu aos pedidos de comentários sobre a situação.

Soldados dos EUA são vistos antes da cerimônia oficial de boas-vindas das tropas da OTAN em Orzysz, na Polônia, em 2017.
Envio de 5 mil soldados à Polônia
Recentemente, o governo dos EUA anunciou que enviará 5 mil soldados à Polônia. Autoridades de Defesa expressaram confusão sobre essa movimentação, especialmente em meio a declarações contraditórias do presidente Trump.
Durante um encontro com aliados da OTAN, o secretário de Estado dos EUA minimizou as contradições, afirmando que os compromissos globais dos Estados Unidos são constantemente reavaliados e que a presença das tropas não é uma decisão política.
O chefe militar da OTAN, tenente-general Alex Grynkewich, mencionou que “centenas” de soldados adicionais seriam transferidos para novos locais, prometendo manter uma boa sincronia com os aliados no futuro.
A Polônia, que tem sido alvo de espionagem e sabotagem russas devido ao seu papel no envio de armas e suprimentos militares para a Ucrânia, planeja destinar 4,8% do PIB para defesa, o maior percentual entre os países da OTAN. O governo polonês se considera um aliado fiel dos Estados Unidos.
Um funcionário americano indicou que a decisão sobre o envio de tropas para a Polônia pode ser parte de uma solução temporária que permita a redução do contingente militar dos EUA na Alemanha, onde atualmente estão cerca de 35 mil soldados. No final do ano passado, havia cerca de 85 mil soldados americanos posicionados em toda a Europa.
