Irã nega ter tomado decisão sobre acordo iminente anunciado por Trump

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Irã ainda não decidiu sobre acordo de paz anunciado por Trump

O Irã declarou que não tomou uma decisão final sobre o acordo de paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, que poderia ser assinado em breve, conforme mencionado por Donald Trump.

Na quinta-feira, Trump havia recuado de sua ameaça de ataques contra o Irã, afirmando que um entendimento havia sido alcançado entre as partes. Ele mencionou um acordo “muito bom” que poderia ser formalizado em breve, possivelmente na Europa.

No entanto, a diplomacia iraniana rapidamente esclareceu que ainda não havia uma conclusão sobre a assinatura do acordo. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que a decisão definitiva não foi tomada até o momento.

Informações de agências de notícias indicam que Trump já havia anunciado em várias ocasiões que um acordo de paz estava próximo, mas a agência iraniana destacou que tais declarações devem ser vistas com cautela até que haja um pronunciamento oficial do Irã.

Trump também mencionou que acredita que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, está a favor do acordo, que incluiria garantias para a reabertura do Estreito de Ormuz, essencial para o tráfego de combustíveis, e impediria o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã.

A expectativa de um acordo e a reabertura do estreito impactaram os preços do petróleo, que apresentaram queda nas últimas horas. O barril de Brent, referência mundial, recuou para 89,37 dólares.

Conflito e ameaças

Trump havia prometido retaliar com força contra o Irã, mencionando especificamente a ilha de Khark, um importante terminal de petróleo do país. Porém, após considerar que havia um entendimento com as autoridades iranianas, ele cancelou os ataques planejados.

O Egito, em comunicado, incentivou tanto Washington quanto Teerã a aproveitarem a oportunidade para encerrar o conflito. O cessar-fogo, que estava em vigor desde abril, foi desrespeitado nos últimos dias, com um aumento das hostilidades após meses de relativa calma.

O Exército dos EUA atacou alvos iranianos, enquanto o Irã retaliou com mísseis contra uma base americana na Jordânia, todos interceptados. Além disso, o Irã intensificou os ataques a monarquias do Golfo com drones.

Bloqueio no Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz, por onde transitavam 20% do petróleo mundial antes do conflito, se tornou um ponto crítico de tensão. Após os ataques, o Irã anunciou o bloqueio total do estreito, que anteriormente permitia a passagem de cerca de 20 navios por dia.

Desde o início do conflito, o Irã tem mantido o bloqueio, enquanto os EUA impõem restrições aos portos iranianos. O conflito se intensificou com o lançamento de mísseis iranianos contra Israel, em resposta a ataques israelenses contra Beirute.

Teerã, que apoia o Hezbollah, insistiu que qualquer acordo de paz deve incluir o Líbano, enquanto Israel continua suas operações militares no país vizinho, resultando em um alto número de vítimas.

As ações israelenses, que visam eliminar a presença do Hezbollah, resultaram na morte de mais de 3.700 pessoas, principalmente no sul do Líbano, onde as forças israelenses mantêm controle sobre partes do território.

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