Ex-presidente Santiago Peña é detido após impeachment no Paraguai durante crise bancária
Ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, é preso após impeachment em meio a crise do Ueno Bank.
O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi preso nesta sexta-feira (6), logo após o Senado aprovar seu impeachment. A decisão ocorreu em meio a um escândalo financeiro envolvendo o Ueno Bank, que colapsou e deixou cerca de 3 milhões de clientes sem acesso aos seus depósitos.
O Ministério Público paraguaio investiga Peña por supostas irregularidades na administração de recursos públicos e na atuação do banco. A crise também abrange investigações sobre empresários, dirigentes do Ueno Bank e autoridades responsáveis pela supervisão financeira.
Com a destituição, o vice-presidente Pedro Alliana assumiu a presidência do país, cargo que deve ocupar até agosto de 2028, quando termina o mandato iniciado por Peña em 2023.
Escândalo bancário provoca crise no Paraguai
A crise teve início na terça-feira (3), quando o Banco Central do Paraguai interveio no Ueno Bank, após identificar problemas de solvência. Essa intervenção bloqueou o acesso de milhões de clientes aos seus depósitos, gerando protestos em Assunção, a capital do país.
O Ueno Bank pertence ao Grupo Vázquez, do qual Santiago Peña foi acionista até março de 2025. A instituição gerenciava cerca de US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos da Previdência Social.
As investigações apontam para empréstimos concedidos a empresas ligadas ao próprio grupo, além de potenciais falhas na fiscalização das operações financeiras do banco.
Acusações levaram ao impeachment
A oposição acusou Peña de conflito de interesses, favorecimento a empresas do Ueno Bank, uso irregular de recursos previdenciários e interferência na fiscalização do sistema bancário. O ex-presidente tentou renunciar na quinta-feira (5), mas o Congresso não analisou a solicitação, levando à continuidade do processo de impeachment, que resultou na sua destituição.
A decisão do Senado também facilitou o avanço das investigações criminais contra Peña, que nega qualquer envolvimento em irregularidades.
Justiça investiga responsabilidades pela crise
Além de Peña, as autoridades paraguaias estão investigando dirigentes e ex-dirigentes do Ueno Bank. O Ministério Público busca esclarecer quem são os responsáveis pelas operações suspeitas e como os recursos públicos foram geridos pela instituição financeira.
Antes de deixar o governo, Peña defendeu medidas para acelerar a devolução do dinheiro aos clientes afetados e afirmou que os responsáveis por eventuais irregularidades deveriam ser responsabilizados judicialmente.
A crise bancária gerou instabilidade política no Paraguai e levantou questões sobre a supervisão de instituições financeiras que lidam com depósitos públicos.
Ex-presidente Santiago Peña é preso após impeachment no Paraguai em meio à crise bancária
O ex-presidente foi detido pela polícia na noite desta sexta-feira (6), poucas horas após a aprovação do seu impeachment. Ele deverá cumprir prisão domiciliar. A crise financeira envolvendo o Ueno Bank afetou milhões de clientes e gerou uma série de investigações sobre irregularidades.
Peña enfrenta acusações de irregularidades relacionadas ao banco, incluindo possível conflito de interesses e uso indevido de recursos públicos. O ex-presidente nega ter cometido qualquer infração.
Com a destituição, o vice-presidente Pedro Alliana assumiu a presidência do Paraguai, com mandato até agosto de 2028.
Crise do Ueno Bank provocou impeachment
A crise teve início na terça-feira (3), quando o Banco Central do Paraguai iniciou a liquidação do Ueno Bank devido a problemas de solvência. A medida impactou milhões de correntistas e provocou manifestações em todo o país.
O banco, que pertence ao Grupo Vázquez, do qual Santiago Peña foi acionista até março de