Festival Internacional de Cinema da Fronteira divulga programação completa da 17ª edição

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Evento gratuito ocorre entre 28 de abril e 2 de maio em Bagé e Sant’Ana do Livramento, com 30 obras em competição e destaque para produções ibero-americanas

A 17ª edição do Festival Internacional de Cinema da Fronteira já tem programação definida e promete movimentar a cena cultural da região sul do Estado entre os dias 28 de abril e 2 de maio de 2026. Com atividades distribuídas entre as cidades de Bagé e Sant’Ana do Livramento, o evento reúne produções de diferentes países e consolida-se como um dos principais encontros do audiovisual na fronteira.

Ao todo, 30 obras integram as mostras competitivas — divididas entre longas-metragens, curtas e animações — com representantes de 18 países. Entre os destaques, está a forte presença feminina na direção dos longas, com oito produções assinadas por realizadoras ibero-americanas.

Programação diversa e acesso gratuito ao público

Todas as atividades do festival são gratuitas e incluem, além das exibições, ações formativas, debates, oficinas e apresentações musicais. As sessões principais ocorrem no Cine 7, enquanto outros espaços culturais da cidade, como a Casa de Cultura Pedro Wayne, o Instituto Municipal de Belas Artes (IMBA) e o Centro Histórico Vila de Santa Thereza, recebem atividades paralelas.

A abertura oficial ocorre no dia 28 de abril, com exibição do longa “Ángeles”, dirigido por Paula Markovitch, precedida por uma homenagem ao cineasta Sapiran Brito. Já o encerramento, em 2 de maio, contará com cerimônia de premiação e apresentações culturais.

Premiação inédita e incentivo ao setor audiovisual

Pela primeira vez, o festival contará com parceria da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul na concessão de prêmios. O valor total chega a R$ 15 mil, sendo R$ 10 mil destinados ao melhor longa-metragem e R$ 2,5 mil para as categorias de melhor curta e melhor curta de animação.

Além das mostras competitivas, o evento promove o Sur Frontera WIP LAB, laboratório voltado ao desenvolvimento de projetos audiovisuais em fase de finalização. A iniciativa reúne 11 propostas do Brasil e de outros países da América Latina, ampliando o intercâmbio entre profissionais do setor.

Homenagens e reconhecimento cultural

A edição de 2026 também presta homenagem a nomes relevantes da cultura regional, como Elvira Nascimento, Lúcio Yanel, Maria Luiza Benitez, Nei Lisboa, Paulo Ricardo de Moraes e Sapiran Brito (in memoriam). A valorização de artistas locais é uma das marcas do festival, que busca conectar produção regional e circuito internacional.

Crescimento e projeção internacional

O festival registrou mais de 3,2 mil inscrições provenientes de cerca de 120 países, evidenciando sua crescente relevância no cenário global. Deste total, mais de 470 eram longas-metragens, o que reforça o rigor do processo de curadoria.

Para a organização, o evento cumpre um papel estratégico ao projetar a região como polo cultural e ao estimular a economia criativa. A presença de profissionais do audiovisual, estudantes e público em geral contribui para a circulação de ideias, fortalecimento da indústria e valorização da cultura.

Cinema, formação e integração cultural

Mais do que uma mostra de filmes, o Festival da Fronteira se consolida como um espaço de formação e troca de experiências. Oficinas, painéis e encontros com realizadores integram a programação, ampliando o acesso ao conhecimento e incentivando novos talentos.

A expectativa é de que a edição de 2026 reforce o papel do evento como plataforma de difusão do cinema ibero-americano e como ponto de encontro entre diferentes culturas e linguagens.

Foto:Divulgação

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