Fim da cota da China influencia mercado do boi gordo nos próximos meses

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Mercado do boi gordo apresenta preços firmes e expectativa de demanda aquecida.

O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com preços estáveis em diversas regiões produtoras do Brasil. Especialistas apontam que a expectativa de aumento na demanda a curto prazo, juntamente com escalas de abate encurtadas, são fatores que contribuíram para a valorização da arroba em vários estados.

Ainda que o cenário seja otimista, há previsões de ajustes no mercado nas próximas semanas. Frigoríficos estão começando a negociar compras a preços mais baixos em algumas localidades, devido ao esgotamento antecipado da cota chinesa destinada ao Brasil em 2026, que deverá ser preenchida entre junho e julho.

Essa situação pode resultar na redução dos abates e na diminuição das bonificações atribuídas ao chamado “boi China”, o que pode limitar movimentos de alta mais significativos para a arroba nos meses seguintes.

As cotações do boi gordo na modalidade a prazo em 11 de junho registraram os seguintes valores:

  • São Paulo (SP): R$ 355,00, estável.
  • Goiás (GO): aumento de R$ 330,00 para R$ 340,00.
  • Uberaba (MG): alta de R$ 325,00 para R$ 330,00.
  • Dourados (MS): crescimento de R$ 350,00 para R$ 355,00.
  • Cuiabá (MT): subida de R$ 355,00 para R$ 360,00.
  • Vilhena (RO): aumento de R$ 335,00 para R$ 345,00.

Atacado

No setor atacadista, a carne bovina também apresentou desempenho positivo. A reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês e a expectativa de maior consumo em junho sustentaram os preços. Contudo, a carne bovina ainda enfrenta forte concorrência da carne de frango, que é considerada mais acessível para o consumidor.

O quarto dianteiro foi comercializado a R$ 21,70 por quilo, com uma alta de 0,93% na semana. Já os cortes do traseiro mantiveram-se estáveis em R$ 27,00 por quilo.

Exportações

No âmbito das exportações, o Brasil mantém um ritmo acelerado. Nos quatro primeiros dias úteis de junho, foram embarcadas 62,589 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, resultando em uma receita de US$ 412,1 milhões.

Em comparação com junho de 2025, houve um crescimento de 56,9% na receita média diária, um aumento de 29,8% no volume exportado e uma valorização de 20,9% no preço médio da tonelada, conforme os dados disponíveis no setor econômico.

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