Fintechs investigadas movimentaram R$ 26 bilhões, afirma Durigan

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Governo avança em investigações contra organizações criminosas na operação Fluxo Oculto.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo federal intensificará as medidas para “asfixiar financeiramente” organizações criminosas envolvidas na operação Fluxo Oculto. Esta fase da Carbono Oculto visa combater atividades ilegais como lavagem de dinheiro, adulteração de combustíveis e sonegação fiscal.

Durante uma entrevista, Durigan destacou o empenho da Receita Federal no combate a essas organizações, enfatizando a importância de atacar a estrutura financeira que sustenta o crime organizado. As investigações revelaram a movimentação de R$ 1 bilhão em espécie e R$ 26 bilhões em seis fintechs nos últimos anos.

O avanço das investigações foi possibilitado pela ampliação das informações da e-Financeira, um relatório que instituições financeiras devem enviar à Receita. O ministro criticou a resistência de alguns congressistas e influenciadores que se opuseram a essa ampliação, afirmando que essa medida permitiu a descoberta de mais seis fintechs envolvidas no esquema.

As fintechs sob investigação incluem:

  • Ceopag Instituição de Pagamento;
  • America Payment;
  • Sispay Instituição de Pagamento;
  • Smart Solutions Instituição de Pagamento;
  • YAW Instituição de Pagamento;
  • Ello Gestora de Recursos.

A superintendente da Receita Federal, Márcia Meng, ressaltou que a colaboração entre órgãos estaduais e federais tem sido crucial para o sucesso das investigações, permitindo um avanço significativo nas ações conjuntas.

De acordo com a Receita Federal, as seis fintechs funcionavam como “bancos paralelos” para ocultar recursos de procedência ilícita, movimentando mais de R$ 26 bilhões de 2022 a 2025. Uma dessas instituições recebeu depósitos que ultrapassaram R$ 1 bilhão em espécie entre 2022 e 2024.

Além disso, a operação identificou transações de pelo menos R$ 365 milhões em criptoativos ligadas a empresas suspeitas de lavagem de dinheiro. As investigações também revelaram fraudes envolvendo nafta petroquímica para adulteração de combustíveis, resultando em um prejuízo estimado de R$ 200 milhões em tributos sonegados ao longo de dois anos.

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